O Pantaneiro

domingo, 19 de fevereiro de 2012 às 07h00

Deixem os homens trabalharem

 
O caldeirão político começou a ferver antes do tempo esperado. Ou seja, antes do carnaval.  Basta ao leitor pesquisar os sites da cidade.  Mas, bem que poderia ser diferente, não?
 
É inegável que o município tem no seu comando um prefeito trabalhador. O volume de obras em andamento e a serem efetivadas nos próximos meses, dentro de um programa mensurável, é surpreendente, principalmente quando se faz uma confrontação com aquilo que é feito em unidades municipais equivalentes. A insistência de um ou de outro em creditar ao município a condição de ter uma das piores administrações do Estado certamente não procede. Até eles sabem disto. Não precisamos engolir essa mensagem.
 
Por outro lado o município tem um representante atuante na Assembléia Legislativa. Dele, Felipe Orro, um jornalista experiente, outro dia, lembrou o volume de ações registradas nos releases que são enviados por sua eficiente assessoria.  
 
Seria utópico imaginar um futuro com esses dois lados se entendendo em favor de Aquidauana, como já advogamos neste espaço?  Talvez não, se levarmos em conta os acordos que podem ser buscados nos próximos meses visando um quadro político macro, onde personagens como André Puccinelli, Zeca do PT e Delcídio Amaral tem suas pretensões.
 
No tabuleiro do xadrez local muitas jogadas têm sido pensadas. Algumas certamente são balão de ensaio. Outras se inserem no campo da mera hipótese. E como não podemos raciocinar em cima de hipóteses, resta-nos manter uma reflexão permanente sobre aquilo que é mais coerente.
 
Assim, em Aquidauana a maior necessidade é extirpar a escória impregnada em vários segmentos de sua vida pública. São figurinhas carimbadas, alinhadas nos dois lados representativos de sua política. São sanguessugas históricas, movidos a interesses meramente pessoais. São aqueles que vendem a mãe se necessário for a favor de uma benesse, tendo o poder maquiavélico de transformar o mau em bem ou de criarem o mau em favor de seus propósitos. 
 
Por outro lado precisamos acreditar que existem pessoas de bem, capazes de aglutinar se não todo o trigo, pelo menos minimizar a presença do joio em setores que movem os interesses comuns e mantém a ordem pública.  É preciso que essas pessoas, contudo, entrem na militância política e assumam o compromisso de lutar pelo bem comum. Neste sentido, talvez precisemos de uma renovação na Câmara.
 
Enquanto esse tempo, contudo, não chega, vamos deixar os homens trabalharem!

Fonte: Editorial Jornal O Pantaneiro/nas bancas

Comentários

Deixe seu comentário

Antes de escrever seu comentário, Atenção! O Pantaneiro não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Parceiros Lise Jones - Cerimonial Coeso Eletrificação Rural Vivid Estudio Fotográfico YouZoom Soluções Web AT Informática Advocacia e Assessoria Jurídica