O Pantaneiro

segunda, 19 de setembro de 2011 às 17h54

Anastaciana usa picolés de leite materno para amenizar calor de bebê

Para fazer o picolé, Ariane coloca 50 ml de leite em cada forminha

 

A administradora  Ariane Oshiro, de 27 anos, resolveu inovar na alimentação do filho de oito meses e criou uma receita diferente: ela faz picolés de leite materno. A mãe mora em Campo Grande revelou que a ideia ajudou o bebê a sentir menos calor e a driblar o incômodo por causa dos dentinhos que começaram a nascer.
 
“Em Campo Grande as temperaturas são altas na maior parte do ano e o calor deixava meu bebê bem irritado. Por isso tive a ideia de fazer o picolé”, contou a mãe.
 
O filho de oito meses, Pedro Oshiro, aprovou a ideia da mãe. “Ele adorou o picolé. Às vezes chupa até dois por dia”.
 
Ariane explicou que começou a dar o picolé de leite do peito para o filho depois que ele fez seis meses, que é o tempo mínimo de amamentação recomendado pelos pediatras. Ainda segundo a mãe, o bebê chupa o picolé apenas no período da tarde, entre as mamadas. “É como se fosse um lanchinho nutritivo”, brincou Ariane.
 
Para fazer cada picolé, a mãe coloca cerca de 50 mililitros de leite em uma forminha caseira já higienizada e depois coloca no congelador. Para tirar o leite do peito ela usa uma bomba extratora. “Não dói nada e, além disso, é rápida e prática”.
 
A especialista Paula Serafin, que é enfermeira e doutoranda em estudos sobre leite humano, afirmou que gostou da ideia. “Ela criou uma maneira divertida de alimentar o bebê sem deixar de dar o leite do peito que é muito importante para garantir a saúde dele”.
 
A nutricionista Elisabete Kamiya, que trabalha no banco de leite do Hospital Universitário em Campo Grande, explicou que o leite materno congelado  continua com as mesmas propriedades do leite em estado natural. “O leite materno contém carboidratos como lactose e oligossacarídeos, além de gordura, proteínas e vitaminas", informou a nutricionista.
 
No entanto, Kamiya aconselha as mães a consultarem o pediatra antes de mudar a alimentação do bebê.

Fonte: Tatiane Queiroz/Do G1 MS

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