Maria Quitéria já se tornou uma das tradições da Festa da Farinha (Foto: Rhobson T. Lima)
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Irreverente e com visual extravagante e extremamente colorido o comediante Arce Correia, com a personagem Maria Quitéria, foi uma das atrações da 5ª Festa da Farinha de Anastácio.
Durante o evento o comediante subia periodicamente ao palco para fazer suas declamações e rimas, além da leitura dos recadinhos do Correio Elegante coletados durante as andanças da personagem pelas dependências.
Maria Quitéria já se tornou uma das tradições da Festa da Farinha e sempre cercada pelo público, foi bastante assediada e entre uma foto e outra com os fãs durante suas caminhadas arrebatava sorrisos com jargões como: "Nem feia, nem bonita, diferente!"; "Sou humilde, o povo é que não acha!"; "A beleza é um raio que me atingiu!"...
O que poucas pessoas sabem é que o comediante Arce Correia iniciou o seu contato com o teatro em Aquidauana. Nascido em Camapuã, o ator veio para Aquidauana para concluir o ensino médio no Centro de Educação Rural de Aquidauana (Cera), fazer um curso técnico em agropecuária.
Foi lá que assistiu pela primeira vez uma peça, apresentada pelo Grupo Teatral do Cera. O elenco era formado por estudantes, sob a direção do professor Paulo Corrêa. Arce acabou entrando para o Grupo, onde participou por dois anos em diversas montagens.
No ano de 1997, os estudantes foram para o Festival Sul-mato-grossense de teatro. Pela primeira vez, Arce Correa recebeu indicações na categoria de melhor ator de teatro adulto. Nessa ocasião fez contatos com diversos grupos e atores de Campo Grande. A partir daí sua trajetória começou a mudar.
A personagem
Maria Quitéria foi criada no ano 2000, em Campo Grande-MS. Na época, Arce Correia precisava de uma personagem para animar uma festa de forró. “Já que era forró, decidi criar uma personagem nordestina, com um jeito brincalhão, que gostasse de dançar e interagir com o público, e que tivesse traços bem caricatos”, lembra.
O nome Maria parecia algo bem brasileiro. Outro amigo sugeriu chamá-la de Quitéria. Arce uniu as duas idéias e surgiu Maria Quitéria. A partir daí o ator e bailarino começou basear seu trabalho em esquetes teatrais, usando sua experiência com o teatro de rua para conquistar o público. Foi adaptando suas apresentações conforme o estilo de cada show e criando um repertório de números humorísticos. Arce ressalta que, embora improvise muito, sempre tem um roteiro bem claro de suas apresentações.
Fonte: redação / José Luiz Gonçalves
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