Técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Ministério do Trabalho e Corpo de Bombeiros concluíram no fim da tarde de quarta-feira (1º) as vistorias no curtume do complexo frigorífico da Marfrig Alimentos, em Bataguassu, a 335 km de Campo Grande. Os laudos devem auxiliar na investigação das causas do acidente que deixou quatro mortos e 28 intoxicados.
Imagens exclusivas cedidas pelo Corpo de Bombeiros mostram o trabalho dos técnicos no local. Com aparelhos especializados, eles mediram a contaminação dentro da área atingida pelo gás tóxico.
Para entrar no curtume, os técnicos utilizaram roupas especiais, como um macacão lacrado, botas, luvas, máscara e cilindro de oxigênio. Durante o trabalho a equipe colheu amostras de substâncias suspeitas.
Por causa do forte calor um dos peritos passa mal e é amparado pelos colegas.
Após quatro horas de inspeção, os técnicos saíram do local e passaram por uma lavagem química. Com esfregões os soldados do corpo de bombeiros retiram resíduos tóxicos da roupa dos colegas. Somente depois desse processo é que os peritos puderam retirar todo o equipamento.
Acidente
Em nota pública divulgada nesta quarta-feira (1º), a Marfrig informou que o acidente, ocorrido na terça-feira (31), foi provocado pelo descarregamento de um produto químico em um tanque inapropriado, mas não deu mais detalhes sobre a utilização desse produto. De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, a substância foi despejada por uma empresa fornecedora.
Ainda segundo a assessoria de imprensa, o curtume permanecerá interditado por tempo indeterminado.
O delegado responsável pelo caso, Pedro Arlei Caravina, deve ouvir nesta quinta-feira (2) dois funcionários que teriam indicado qual tanque o produto químico devia ser descarregado. Ele também deve interrogar o responsável técnico pelo empreendimento e o engenheiro químico do curtume.