O Pantaneiro

sexta, 14 de setembro de 2012 às 14h45

SUS perdeu quase 42 mil leitos em sete anos, diz relatório

MS foi o estado que mais sofreu com desativações; RR teve aumento. Áreas mais afetadas são psiquiatria, pediatria, obstetrícia, cirurgia e clínica.

Leitos inaugurados recentemente em Belém, no Pará (Foto: Cristine Rochol/Divulgação PMPA)

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O Sistema Único de Saúde (SUS) desativou quase 42 mil leitos de hospitais nos últimos sete anos, revela uma análise do Conselho Federal de Medicina (CFM). Atualmente, o país tem mais de 354 mil leitos em todos os estados, mais o Distrito Federal. A redução, portanto, representa 11,8% do total em atividade hoje.
 
Os dados foram obtidos pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, e fazem parte de um relatório sobre os aspectos que dificultam o trabalho dos médicos no Brasil, como a falta de investimentos e infraestrutura.
 
Entre outubro de 2005 e junho 2012, Mato Grosso do Sul foi o estado que mais sofreu com a perda de leitos, com uma queda de 26,6%. Em seguida, aparecem Paraíba (19,2%), Rio de Janeiro (18%), Maranhão (17,1%) e São Paulo (13,5%).
 
As áreas mais prejudicadas foram psiquiatria, pediatria, obstetrícia, cirurgia geral e clínica geral.
 
Apenas seis estados apresentaram um aumento no número de leitos nesse período: Roraima (33,5%), Rondônia (23,6%), Amapá (9,2%), Pará (7,4%), Amazonas (6,7%) e Acre (2%).
 
'Tendêncial mundial'
 
Segundo disse em nota o presidente do CFM, Roberto Luiz d'Ávila, "os gestores simplificaram a complexidade da assistência à máxima de que 'faltam médicos no país'. Porém, não levam em consideração aspectos como a falta de infraestrutura física, de políticas de trabalho eficientes para profissionais da saúde e, principalmente, de um financiamento comprometido com o futuro do Sistema Único de Saúde".
 
O texto afirma ainda que, na visão do Ministério da Saúde, a redução de leitos é uma tendência mundial, decorrente do avanço dos equipamentos e remédios que permitem tratamentos sem a necessidade de internação.
 
Apesar disso, o governo tem investido na criação de novos leitos hospitalares: no ano passado foram abertos 1.296 e este ano devem ser 1.783.
 
Médicos por mil habitantes
 
O levantamento do CFM aponta também o número de médicos por mil brasileiros: 1,95, em média. Ao todo, 371 mil profissionais estão registrados no conselho em todo o país.
 
O Distrito Federal lidera a proporção de médicos por mil pessoas (4,02), seguido do Rio de Janeiro (3,57), de São Paulo (2,58), do Rio Grande do Sul (2,31) e do Espírito Santo (2,11). No fim da lista, estão Maranhão (0,68), Piauí (0,83), Amapá (0,96), Piauí (1) e Acre (1,03).
 
De acordo com o conselho, 72% dos médicos no Brasil estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Para que essa distribuição seja mais equilibrada, o CFM cita fatores como mais leitos e equipamentos, planos de cargos e salários e vínculo empregatício.
 
Entre os países com sistema universal de saúde, o nosso tem o menor percentual de participação do setor público por habitante. Cuba aparece no topo, seguida de Suécia, Espanha, Alemanha, França, Argentina, Austrália, Reino Unido e Canadá.

Fonte: G1

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