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14 de dezembro de 2018
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HP cria implante de remédio baseado em tecnologia de impressoras jato de tinta

11 SET 2007 - 11h01min
uol

Pesquisadores da Hewlett-Packard desenvolveram um implante médico que usa a tecnologia de jato de tinta térmica das impressoras para administrar drogas ao paciente sem dor.


O implante usa micro-agulhas para injetar remédios sob a pele do paciente e pode ser programado para controlar com precisão a quantidade e o horário de cada dose, disse John O'Dea, chief executive officer (CEO) da Crospon, empresa irlandesa que licenciou a tecnologia e pretende transformá-la em um produto comercial.


Embora inspirado na tecnologia de jato de tinta das impressoras, o funcionamento dos implantes não é exatamente igual ao sistema usado nas impressoras HP.


A tecnologia de jato de tinta da HP usa uma explosão de vapor superaquecido que dura apenas dois milionésimos de segundo para colocar uma gota de tinta em cada espaço do papel, segundo o site da empresa.


O implante emprega uma versão modificada da técnica, usando um material que se expande quando aquecido, para colocar a droga na pele do paciente, disse Lim Eng Hann, diretor associado de Licenciamento de Propriedade Intelectual da HP. Ele não revelou qual material é usado.


Apesar de as micro-agulhas penetrarem na pele, o implante não causa dor ao usuário. "Elas não penetram o suficiente na pele para impactar os nervos", explica Lim.


Equipado com eletrônica básica - para controlar as doses e horários de aplicação dos remédios - e uma fonte de energia, o implante de micro-agulhas mede cerca de 2,5 centímetros e tem 3 milímetros de espessura. Ele traz entre 400 e mil micro-agulhas.


Exceto pelos componentes eletrônicos, o implante é bastante similar aos adesivos de nicotina usados por pessoas tentando parar de fumar. No entanto, a tecnologia permite a absorção de biofarmaceuticos, que têm moléculas grandes demais para passar pela pele.


A Crospon planeja aprimorar o implante e vai trabalhar com empresas farmacêuticas para levar o produto ao mercado, disse O'Dea. Esse perocesso deve levar de seis a nove meses, e o produto comercial deve estar disponível em cerca de três anos, dependendo de aprovação de órgãos reguladores, segundo ele.

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