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16 de Agosto de 2017
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Baleia Azul

Jogo de morte está causando pânico e O Pantaneiro ouve especialistas

"Ninguém se mata por frescura; é preciso estar atento!"

20 ABR 2017 - 06h18min
Redação

A possibilidade de adolescentes estarem envolvidos em Mato Grosso do Sul com o jogo denominado “Baleia Azul” (Blue Whale), que propõe 50 desafios, sendo um deles o ato de tirar a própria vida, fez com que O Pantaneiro ouvisse algumas pessoas que lidam com este público.

O psicólogo e professor universitário Aluizio Vidal Flor (Foto), ex-aluno do Cera, em Aquidauana, destaca que “é preciso que especialmente os pais estejam atentos, até mesmo para os alardes”.  Ele recomenda uma aproximação maior dos pais em relação ao cotidiano dos adolescentes, principalmente o uso que estão fazendo das mídias sociais. O cuidado deve ser redobrado em relação aqueles que tem tendência depressiva.

A também psicóloga Patricia Tanno, por seu turno, criticou o fato de algumas pessoas, nas mídias sociais, estarem publicando textos zombando do problema, como “chinelo azul” ou “preguiça azul”. “Como cristã, profissional da saúde, mãe, esposa, como ser humano, fico pensando se isto está ajudando aqueles que estão sofrendo em silêncio a dor da alma. “Não sou de supervalorizar o jogo da Baleia Azul. Acredito que ele é um gatilho para pessoas que já estão sofrendo e até mesmo pedindo ajuda. Acredito que ele vai passar e infelizmente virão outros gatilhos!”.

Aluízio e Patrícia e outros profissionais ouvidos argumentam que é preciso “ouvir os pedidos de ajuda” e ajudar. Como? “Uma boa maneira é amando o nosso próximo como a nós mesmos. O mundo não precisa deixar de ser azul para ser seguro”, destaca Patrícia, que atua profissionalmente em Campo Grande.

Respondendo a um dos textos aludidos por Patrícia, no qual um pastor evangélico indica que para combater o jogo ele recomenda “o cinto azul” ou a “sandália azul”, que seriam, ao seu ver, “terapias que funcionam que é uma beleza”, o médico e psiquiatra Kleber Ribeiro lembra que, infelizmente, o problema é muito mais complicado. Segundo ele, os que entram na onda geralmente são “pessoas com depressão, que precisam de ajuda, de medicação, e não de punição”. Ele lembra que “ninguém se mata por frescura”. 

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