O Pantaneiro

segunda, 09 de julho de 2012 às 16h50

MS: juiz corintiano diz que não houve menosprezo a outros times

Magistrado se diz impedido de comemorar publicamente por causa da profissão

Juiz Márcio Alexandre da Silva se diz perplexo com reações negativas (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
Juiz registra em ata agradecimento ao elenco corintiano

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O juiz federal do trabalho Márcio Alexandre da Silva, 41 anos, comentou sobre a repercussão da homenagem prestada por ele ao Corinthians durante uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-MS), no dia seguinte ao título da Taça Libertadores. O magistrado disse estar perplexo com as reações negativas pois, segundo ele, homenagear pessoas e instituições é uma prática comum nos tribunais.
 
"A homenagem que fiz só foi diferente porque foi ao Corinthians, mas é uma instituição de mais de 30 milhões de pessoas. Não houve menosprezo a qualquer outro time, não houve sarcasmo, desrespeito. Simplesmente mencionei o fato do título e o nome dos jogadores", afirma.
 
Na última quinta-feira (5), o magistrado prestou uma "singela homenagem" ao seu time do coração ao fazer registrar em ata o agradecimento ao elenco corintiano e pedir que cópia do documento fosse remetida ao presidente do clube, Mário Gobbi.
 
A atitude gerou críticas por parte do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Mato Grosso do Sul, Leonardo Avelino Duarte, que avaliou como "maluquice" e "falta de respeito com a Justiça". A Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-MS) anunciou, por meio de nota à imprensa divulgada na sexta-feira (5), que "ouvirá o juiz, analisará os fatos e tomará as providências cabíveis".
 
No domingo (8), por meio de nota divulgada em seu perfil em uma rede social, o juiz negou que a homenagem fosse uma "maluquice" ou "brincadeira". Márcio avalia que a repercussão contrária se deve ao fato de o futebol despertar sentimentos antagônicos.
 
Dizendo ser corintiano "desde que se entende por gente", o juiz explica que não pode se expor a certas situações que são comuns aos torcedores, devido às restrições impostas pelo Código de Ética da magistratura. "Minha profissão não permite que eu faça comemoração em carretas nem que eu vá para um bar com amigos para comemorar. Daria muito falatório se eu subisse no capô de um carro com a bandeira em punho. Essa era a minha vontade, mas eu não fiz. Assisti ao jogo em casa acompanhado de meu pai e de um amigo, vibrando quietinho. [O registro em ata] foi a forma mais adequada de eu também poder demonstrar meu sentimento em relação àquele título".

Fonte: G1 MS

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