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Manifestação pela paz no campo reúne mais de 4 mil produtores em Mato Grosso do Sul

Objetivo foi chamar atenção para a insegurança jurídica vivida no campo

17 JUN 2013 - 06h30min
redação
Cerca de 4 mil produtores rurais participaram de uma manifestação na manhã da última sexta-feira (14), no entroncamento entre a BR-163 e a BR- 267, em Nova Alvorada do Sul, a 120 km de Campo Grande. A senadora Kátia Abreu (DEM), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da ação. A manifestação, com o tema ?onde tem justiça, tem espaço para todos,? foi organizada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).
 
O objetivo, segundo a entidade, foi chamar atenção para a insegurança jurídica vivida pelos produtores rurais do estado por conta das ocupações de fazendas por povos indígenas. ?Vamos reconstruir cada caibro, cada tijolo, cada pedaço de chão das propriedades destruídas em Mato Grosso do Sul. Reconstruiremos por que aquela área é nossa e produz riquezas?, disse o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, dando o tom dos discursos durante a movimentação.
 
A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, foi aplaudida pelos produtores ao defender a compra de propriedades para a ampliação de áreas indígenas.  ?Temos que dizer compra de fazenda e não indenização. E compra de fazenda de produtor rural que quiser vender?, defendeu. Kátia Abreu deu ênfase à violência com que os produtores rurais têm sido retirados de suas casas durante as invasões. ?Se os índios foram injustiçados, hoje os injustiçados somos nós?, afirmou a senadora.

Mato Grosso do Sul tem 66 propriedades ocupadas por comunidades indígenas.
Produtores e lideranças rurais de todo o país participaram das manifestações
Produtores e lideranças rurais do Paraná, Maranhão, Rio Grande do Sul e São Paulo participaram da manifestação em MS. Do Paraná, houve deslocamento de uma comitiva de 15 ônibus, com 650 produtores. O ato pacífico tem objetivo de chamar atenção da sociedade e do poder público sobre a falta de segurança jurídica. Sem interromper o trânsito, os manifestantes distribuíram aos motoristas, material informativo, adesivos e envelopes com sementes de hortaliças.

?Estamos aqui para a sociedade ouvir o pedido de socorro do produtor rural?, afirmou Riedel ao fazer referência às fazendas incendiadas pelos indígenas. O dirigente justificou que quem produz também tem história na região. ?Vamos valorizar a história e a origem de quem prejudicado. Não é justo expulsar 20 mil produtores como ocorreu no Maranhão. Não vamos sossegar enquanto houver uma propriedade invadida em MS?, disse.

Deputados estaduais, federais e senadores discursaram durante a mobilização com afirmações sobre a busca de solução em reuniões semanais com representantes do Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Ministérios da Casa Civil e da Justiça.

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