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23 de Setembro de 2017
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Gente

“Pedreira” de Anastácio supera olhares de dúvida para atuar na construção civil

Aparecida Siqueira Lima é moradora de Anastácio e trabalha há seis anos no setor

6 JUL 2017 - 16h32min
Redação

Escolher uma profissão que ninguém espera e ter de provar que é boa no que faz, este desafio faz parte do cotidiano da moradora de Anastácio Aparecida Siqueira Lima, de 44 anos, que atua na construção civil. A azulejista conversou com equipe de reportagem de O Pantaneiro na tarde desta quinta-feira (6), enquanto trabalhava em uma obra na rua Honório Simões, no bairro Cidade Nova.

Em sua história, o único detalhe que deveria a chamar a atenção e levar as pessoas à reflexão é o fato de que ela ainda tem de lidar com “olhares de dúvida” quando diz que é “pedreira” – mesmo após quase uma década de experiência. 

“Eu sempre gostei de coisas diferentes e surgiu o curso de azulejista em Anastácio. Eu aproveitei essa oportunidade para ter essa experiência e gostei. Hoje, trabalho há seis anos na construção e faço de tudo. A única parte que eu não mexo é com o telhado”, explica. 

Aparecida rompe todos os dias com as barreiras que ainda hoje indicam que há coisas que elas não podem ou não devem fazer, só por serem mulheres. Mas, quando se fala de carreira e emprego, os desafios são ainda maiores. 

As trabalhadoras brasileiras ganhavam, em 2015, 23,6% menos que os trabalhadores. Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) revelam que, considerando o universo de pessoas ocupadas assalariadas, os homens receberam em média R$2.708,22 e as mulheres R$2.191,59. O levantamento foi divulgado ontem (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2015 – ano dos dados mais recentes do IBGE –, o país tinha 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas que empregavam 53,3 milhões de pessoas, sendo 46,6 milhões (87%) assalariados e 7 milhões (13%) sócias ou proprietárias. Do total de assalariados, 56% eram homens e 44% mulheres.
  
No caso da construção civil, Aparecida revela que as oportunidades de trabalho ainda são menores, mas ela supera mais essa dificuldade conquistando uma clientela fiel, que não abre mão do seu trabalho. “Tem muita gente contra e para duvidar, mas a favor é mais”, garante a profissional. Quem quiser contratar os serviços de Aparecida é só ligar (67) 9 9803-1084.

Luiz Guido

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