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15 de novembro de 2018
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Terenas fecham BR-262 por uma hora; protesto seria por quebra de trégua pelos fazendeiros

Acordo estabelecia que fazendeiros não pediriam reintegração de posse das fazendas ocupadas

19 JUN 2013 - 07h00min
redação
Alegando que o proprietário da Fazenda Esperança, localizada em Aquidauana ? a 143 km de Campo Grande, Nilton Carvalho da Silva, quebrou a trégua estabelecida entre índios e fazendeiros ao entrar com o pedido de reintegração de posse da fazenda, os terenas fecharam a BR-262 nesta terça-feira (18). 
 
O acordo entre fazendeiros e índios com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) estabeleceu que os indígenas não ocupariam mais propriedades e os fazendeiros não entrariam com pedido de reintegração das terras ocupadas.
 
Como Nilton Carvalho da Silva entrou com o pedido de reintegração os índios terenas decidiram fechar a BR-262, por volta das 16h30, para mais uma vez chamar a atenção do governo federal à causa do conflito de terra.
 
Segundo os manifestantes, o primeiro ponto é em relação ao cumprimento da constituição, que é devolver os territórios tradicionais para população indígena. No caso, as terras da região à população terena. O segundo ponto, seria o encaminhamento à presidência da república através do Ministério da Justiça da instalação de um Fórum para resolver o conflito, o que deve ser feito na semana que vem.
 
Os indígenas explicaram que eles requerem uma área total de cerca de 34 mil hectares e que a Fazenda Esperança é uma entre outras que fazem parte do território tradicional. ?A luta é de recuperação de todo o território, hoje eventualmente estamos fundando a Aldeia Esperança?, disse um dos indígenas.
 
Todas as aldeias do complexo de Taunay fizeram parte da manifestação, umas em maior quantidade outras em menor quantidade.
 
Os indígenas lembraram que a sociedade não indígena está acompanhando pela imprensa nacional e internacional as manifestações que estão ocorrendo em SP, Brasília, RJ, que mudaram o foco da Copa das Confederações para as reivindicações dos estudantes, dos usuários do transporte coletivo, e que é isso que eles querem para a questão indígena. ?Não estamos na época da barbárie da selvageria, mas nossos direitos não podem ser tratados do jeito como tem sido, nem enrolado como se nós não tivéssemos conhecimento. Nós esperamos o reconhecimento da sociedade não indígena em prol da nossa causa?, finalizaram.
 

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