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Vida sem óculos

25 JUL 2007 - 08h00min
terra

Para quem tem problemas de visão, óculos e lentes de contato são objetos incorporados ao cotidiano, que às vezes se tornam um incômodo. Porém, com os avanços tecnológicos das cirurgias refrativas, que corrigem imperfeições da visão (como miopia, hipermetropia e astigmatismo) é possível enxergar sem óculos, com uma operação sem dores, pós-operatórios rápidos e 95% de resultados positivos.


A chegada dos aparelhos a laser, que esculpem a córnea do paciente com precisão milimétrica, tornou as operações refrativas mais seguras, quando comparadas às cirurgias de miopia, por exemplo, feitas antigamente com um bisturi de diamante, nas quais se corria o risco de ficar cego.


"Os riscos hoje são raros. Pode ser de infecção, como em qualquer outra cirurgia, ou no máximo de ressecamento dos olhos", afirma oftalmologista Paulo Fadel, um dos diretores da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa. Segundo Fadel, a finalidade da cirurgia é neutralizar o grau que o indivíduo tem no momento, mas há riscos de o grau não estar estabilizado e voltar a crescer.


Para evitar que a deficiência volte, o oftalmologista Mauro Campos, professor e chefe do Instituto de Cirurgia Refrativa da Unifesp, recomenda que a cirurgia seja feita por pessoas acima de 21 anos com o grau estabilizado há pelo menos um ano e que tenham uma espessura adequada da córnea, a lente externa do olho. Para deficiências de miopia acima de 8 graus, de hipermetropia de 4 e de astigmatismo acima de 5 não é aconselhável a cirurgia a laser, e sim a interocular.


"O mais importante na cirurgia é a seleção que o médico faz no exame pré-operatório, em que avaliamos as condições da córnea, local onde o laser vai agir. O exame dura uma hora, enquanto a cirurgia, nos dois olhos, demora 12 minutos", diz Campos.


Além da cirurgia, o pós-operatório também é rápido: "O paciente demora 24 horas para enxergar perfeitamente. Mesmo assim, tem que evitar se expor ao sol, nadar, ir a saunas, tomar vento, coisas do tipo", afirma Fades.


Apesar das vantagens e do aumento do número de cirurgias no Brasil, o alto preço da operação é um limitante. "Cada olho custa, em média, R$2.500 e os convênios de saúde, seguindo a legislação da Agência Nacional de Saúde, só pagam a cirurgia de miopia para quem tem um grau igual ou superior a 7º, o que representa uma parcela muito pequena da população. Por isso, apenas 2% das pessoas que usam óculos e lentes operam", conclui Campos.

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