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22 de Novembro de 2017
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Policial

Advogado de Aquidauana defende dupla que feriu menor em lava-jato e fala em "brincadeira infeliz"

10 FEV 2017 - 06h37min
Da Redação
A defesa dos investigados no caso do adolescente de 17 anos ferido em um lava-jato na cidade de Campo Grande, patrocinada pelo advogado aquidauanense Francisco Guedes Neto,  integrante do escritório Ricardo Trad, se solidariza com todos os envolvidos na fatalidade ocorrida. Na ótica do advogado de defesa, a infeliz brincadeira entre os envolvidos resultou em um fim inesperado e indesejado.
 
No entanto, o pai da vítima garante que o filho era alvo de constantes atos de violência e, inclusive, já teria sido intoxicado pelos autores com uma bala misturada com massa de modelar. A dupla misturou a bala com a massa e deu para a vítima comer. Além disso, após o caso com o compressor de ar, o menino ficou em estado grave e perdeu parte do intestino. Indícios apontam que a mangueira do compressor teria sido colocada diretamente no corpo do garoto, tanto que provocou as sérias lesões, embora advogados de defesa neguem.
 
Alegações da defesa
 
 Segundo a defesa, os investigados não agiram com dolo (vontade consciente) de lesionar a integridade física da vitima. Sequer tiveram a intenção de matá-lo. "Os envolvidos são amigos. Brincavam entre si e tomavam tereré juntos todos os dias ? tornando o ambiente de trabalho descontraído e amigável", afirma Neto. 
 
Alega ainda a defesa que, durante a brincadeira entre os amigos que deflagrou a lesão, os investigados não tinham ciência de que o ar aplicado por fora do short jeans da vitima poderia feri-la. "Se soubessem da potencialidade da brincadeira, não a fariam".
 
 A pistola de ar não foi introduzida no corpo da vitima, garante. Em suas declarações, a própria vitima afirmou perante autoridade competente que os investigados não abaixaram o seu short. A versão dos investigados, em relação à inexistência de introdução da mangueira no corpo da vitima, foi confirmada. "Os investigados estão consternados e arrependidos, e desejam que a vitima se recupere o mais depressa possível".
 
 Tanto os investigados, bem como as suas famílias se prontificaram, desde a deflagração do ocorrido, a ajudar a vitima. Os investigados prestaram imediato socorro, participaram do translado da ambulância da UPA até a Santa Casa, e estiveram presentes na Santa Casa visando colaborar com a família do menor ? até serem ameaçados.
 
 A defesa esclarece que os investigados não se furtarão de responder pelos seus atos perante a autoridade policial e perante a justiça. Ambos se colocaram à disposição da DPCA para prestar novos esclarecimentos, e participar, imediatamente, de qualquer ato diligenciado. "Os investigados estão dispostos a responder pelos seus atos, mas espera que a Justiça decida o caso dentro dos limites da culpa ? ante a ausência de qualquer modalidade de dolo (dolo direto e dolo eventual) no caso em concreto".

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