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Policial

Detento usa Facebook para postar vida no presídio

12 ABR 2013 - 11h20min
odocumento.com.br
Considerada a unidade prisional de ?maior segurança? de Cuiabá e atualmente com mais de 2 mil presos, a Penitenciária Central do Estado (PCE) não dispõe de bloqueadores de sinal de celulares, o que beneficia presidiários que conseguem ter acesso a aparelhos de última geração e assim ficam em contato direto com as pessoas de qualquer parte do mundo através da internet. Pelo menos é esta a situação do presidiário Anderson Couto de Araújo, 26, que cumpre pena de 16 anos e 4 meses de prisão na PCE, por participação num homicídio, mas tem atualizado seu perfil no Facebook com frequência e conversado com seus colegas da rede social que estão do lado de fora da unidade prisional. Nas imagens postadas em seu perfil, o preso faz questão de se exibir ao lado de outros colegas de cela, como se estivesse mostrando seu dia a dia dentro da cadeia.
 
Em algumas fotografias publicadas pelo site ReporterMT ele aparece fumando um cigarro, que seria maconha, em outras jogando video game com outros presidiários. Nas fotos, ele se exibe nos corredores da unidade, nas celas e também no pátio do presídio. Em algumas, ele ainda faz pose para a fotografia. Após a publicação na imprensa o perfil do presidiário foi desativado do Facebook. O Ministério Público Estadual (MPE) já foi informado sobre as ?mordomias? do preso que usa a rede social, via celular, de dentro da cadeia e deverá abrir investigação através da Promotoria que atua na Vara de Execuções Penais.
 
A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) já tem conhecimento do fato. Por meio da assessora de imprensa, a pasta informou que tomou conhecimento das postagens no Facebook feitas pelo preso Anderson, por meio da gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário. Por telefone a assessora disse à reportagem do Gazeta Digital que as denúncias chegaram até a Sejudh no mês de março. Mas questionada sobre quais as providências tomadas desde então no sentido de realizar revistas para localizar o equipamento usado pelo presidiário para atualizar seu perfil, a assessora não soube informar. Também não informou quantos celulares foram apreendidos neste ano na PCE. Limitou a esclarecer em nota que as revistas são feitas nas celas ?rotineiramente?.
 
Pelas fotografias publicadas é possível obervar postagens e atualizações nos dias 4, 6, 9, 14 e 24 de março deste ano. Ele utilizava um celular para publicar as fotos, fazer comentários e interagir com outros usuários que curtiam e comentavam as fotos. Alguns dos posts dele eram feitos em tom de deboche referindo-se ao monitoramento realizado pelos agentes prisionais.
 
FICHA
 
O motoboy Anderson foi condenado em júri popular realizado no dia 30 de outubro de 2012. A juíza que presidiu o julgamento, Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital, aplicou a pena de 16 anos e 4 meses após o conselho de sentença declarar o motoboy culpado no homicídio qualificado praticado por uma terceira pessoa contra a vítima Ricardo Dias de Araújo e pela tentativa de homicídio contra Gabriel Correa da Silva Nunez que foi baleado na orelha mas sobreviveu porque saiu correndo do atirador.
 
Conforme a denúncia do Ministério Público, Anderson não atirou nas vítimas, mas usou um veículo Ford Ka de cor preta para levar o assassino até as vítimas e dar fuga ao acusado após praticar os crimes no dia 26 de outubro de 2009, na Avenida General Ramiro de Noronha, bairro Jardim Cuiabá. Anderson já estava preso e teve negado o direito de recorrer em liberdade. Anderson também já foi condenado a 5 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de roubo a mão julgado em 26 de maio de 2006 e ainda responde a outro processo por furto, originário em 2009 e em trâmite na 3ª Vara Criminal de Cuiabá. Por este crime ele ainda não foi julgado.
 
OUTRO LADO
 
A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos esclarece que tomou conhecimento das postagens feitas pelo reeducando Anderson Couto de Araújo na rede social Facebook por meio da gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário. Ciente do fato à época, demandou à direção da Penitenciária Central do Estado (PCE), providências no sentido de intensificar os procedimentos de revista e identificar todos os reeducandos que aparecem nas imagens com o intuito de instaurar procedimento disciplinar em desfavor dos envolvidos.
 
Na oportunidade, informa ainda que se encontram em andamento os estudos para licitação da tecnologia de bloqueio do sinal de celulares nas penitenciárias, como também, a instituição das revistas por cães farejadores treinados para identificação de drogas e celulares. No ano passado, durante os trabalhos de revistas às celas da PCE foram apreendidos 443 aparelhos celulares.

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