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23 de Julho de 2017
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Investigação

MP vai investigar filho de Tiririca que "passou a perna" em prefeitura de MS

10 JUL 2017 - 09h45min
campo grande news

O MPE (Ministério Público Estadual) de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades na contratação da banda do humorista Everson de Brito Silva, 33 anos, conhecido como Tirulipa, que é é filho do deputado federal e também comediante Tiririca. Tirulipa foi contratado para animar o Carnaval de 2007 em Itaporã – cidade a 234 quilômetros de Campo Grande.

A investigação teve inicio em dezembro do ano passado, após publicação da coluna Jogo Aberto do Campo Grande News, repercutindo entrevista do humorista ao apresentador Celso Portiolli, no mês de outubro, em que ele admitia ter aplicado um golpe na prefeitura da cidade.

Naquele ano a banda “Levada Safada”, criada por Tirulipa, ganhou cerca de R$ 40 mil para se apresentar no evento Itaporã Fest. Além do cachê, ele também teria adquirido mais R$ 11 mil no valor das passagens aéreas para os 22 integrantes do grupo virem da Bahia, sendo que na verdade a banda morava no município ao lado, em Dourados.

Toda a quantia, segundo o humorista, foi paga sem questionamentos, porque o prefeito exigia um grupo baiano. Além de comediante Tirullipa é musico, mas cearense. Na entrevista, Tirulipa ainda comentou que Mato Grosso do Sul é a terra da maconha e do contrabando.

O Procedimento Preparatório aberto em 2 de dezembro para apurar as informações, cita, na integra a publicação do Campo Grande News para justificar a necessidade de uma investigação.

Ao Ministério Público o prefeito reeleito de Itaporã, Marcos Pacco (PSDB), mas que na época também foi responsável pela contratação do humorista, alegou que o valor em cachê foi de apenas R$ 6.5 mil, adquirido sem licitação.

Ele informou que também não houve pagamento de passagens. O ex-prefeito de Itaporã, Wallas Milfont (PDT) também foi ouvido, contou primeiramente que a banda havia sido contratado por duas vezes mas em seguida corrigiu a informação, de que teria sido apenas para uma edição do Itaporã Fest.

Já Tirulipa não respondeu às intimações do Ministério Público Estadual. Diante da divergência de informações e pela falta de documentação que comprovasse a contratação, a promotoria de justiça da cidade solicitou a abertura de inquérito, aceita pelo MPE.

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