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28 de maio de 2018
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Policial

Pastor suspeito de estuprar seis fiéis é preso

Marcos Pereira comanda a Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Parte dos crimes aconteceu em apartamento em Copacabana, Zona Sul.

8 MAI 2013 - 09h40min
G1
Imagens gravadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro mostram o momento da prisão do pastor Marcos Pereira, que comanda a Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Investigação que começou há um ano aponta que ele estuprou seis mulheres, três delas menores de idade, conforme mostrou o Bom Dia Rio desta quarta-feira (8).
 
A prisão ocorreu na noite de terça-feira (7), na Avenida Brasil, quando o pastor seguia em direção a Copacabana, na Zona Sul da cidade. Ele estava acompanhado por fiéis. Contra Marcos, havia dois mandados expedidos pela Justiça.
 
De acordo com as investigações, parte dos crimes aconteceu em um apartamento na Avenida Atlântica, localizada no mesmo bairro. O local seria usado pelo religioso para promover orgias e violência sexual. O imóvel, avaliado em R$ 8 milhões, está registrado em nome da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.
 
Fiéis da igreja
 
As seis mulheres, que são fiéis da igreja, afirmaram que foram abusadas sexualmente pelo religioso. Dentre as vítimas, está a própria esposa e uma mulher que disse ter sido estuprada dos 14 aos 22 anos. Na chegada à delegacia, Marcos Pereira disse que ainda não tinha detalhes da acusação e preferiu não comentar a prisão preventiva.
 
O pastor ficou conhecido por ajudar na reabilitação de dependentes químicos e no resgate de criminosos que seriam mortos por traficantes. Em 2004, ele negociou o fim de uma rebelião em presídio do Rio. Marcos Pereira deve ser transferido nesta quarta-feira (8) para o Complexo de Bangu, na Zona Oeste.
 
Há um ano, líder do AfroReggae fez denúncia
 
Em fevereiro de 2012, o líder do AfroReggae José Junior prestou depoimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre supostas ameaças que o pastor teria feito ao grupo. Segundo Júnior, Marcos teria, também, participado da onda de ataques cometidas por traficantes no Rio, entre 2006 e 2010.
 
Na ocasião, em nota, o religioso respondeu: "Durante muitos anos atraímos o olhar desconfiado de muitas pessoas, o que me colocou sob investigação e monitoramento intenso e permanente dos órgãos policiais, sem que nenhuma, repito, nenhuma ligação minha ou da igreja que presido tenha sido identificada. Trabalhar com criminosos visando a sua recuperação é diferente de se envolver com criminosos, e esta fronteira eu nunca ultrapassei".

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