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29 de Junho de 2017
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Violência sexual

PM suspeito de tentar estuprar enteadas é licenciado da corporação

O licenciamento do policial foi publicado no dia 1º de junho deste ano em um boletim interno da Polícia Militar na Paraíba

11 JUN 2017 - 07h00min
G1

Um soldado da Polícia Militar da Paraíba foi licenciado após a corregedoria e o comando da corporação concluírem um procedimento administrativo que investigou a suspeita do policial pedir a sua companheira para fazer sexo com as duas filhas dela de 4 e 14 anos na época do caso, em 2015. O licenciamento do policial foi publicado no dia 1º de junho deste ano em um boletim interno da Polícia Militar na Paraíba, de acordo com o corregedor da corporação, coronel Gerônimo de Araújo.

O policial, que estava lotado no 14º batalhão da Polícia Militar em Sousa, no Sertão, teria enviado mensagens para a namorada pedindo para que ela o ajudasse a fazer sexo com duas filhas dela, de 4 e 14 anos. Nas mensagens, o homem pedia que a mulher dope as meninas para que ele pudesse ter relações sexuais com elas.

Segundo a defesa do PM, era tudo uma "estratégia" para terminar o relacionamento com a mãe das crianças. Já a namorada do PM alegou que não tinha intenção de deixar o ato ser concretizado e que estaria apenas “dando corda ao PM para ver até onde a conversa iria”. Um laudo pericial divulgado em outubro de 2015, cerca de um mês após as denúncias, confirmaram que o policial não havia estuprado as duas enteadas.

O licenciamento é o primeiro passo para a exclusão do policial dos quadros da corporação. De acordo com o corregedor, o investigado pode recorrer em duas instâncias, ao comandante-geral da Polícia Militar e ao governo do estado, por meio da Procuradoria-geral. “O licenciamento foi determinado pelo próprio coronel Euller Chaves, comandante-geral, a pedido da corregedoria. Mas como vivemos em um regime democrático de direito, cabe a ele o direito de recorrer da decisão”, explicou coronel Gerônimo.

Mesmo licenciado por decisão do comando da Polícia Militar, o soldado, que está lotado no 13º Batalhão de Polícia Militar em Itaporanga, no Sertão paraibano, continua recebendo salário até que seja confirmada a exclusão definitiva, após os recursos serem recusados e a expulsão publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). O corregedor explicou ainda que as denúncias foram muito graves e o durante o procedimento administrativo e disciplinar ficou entendido que as acusações era significativas.


“A história veio à tona quando a filha da então namorada do policial pegou o celular da mãe e flagrou a conversa. A adolescente, que a princípio era a enteada que o policial nutria uma certa paixão, mostrou a uma amiga e as conversas chegaram a até a família do pai dela, que resolveu denunciar”, explicou Gerônimo. O PM chegou a ser afastado das funções logo após a denúncia e transferido para o 13º Batalhão de Polícia Militar em Itaporanga, também no Sertão.

O soldado tem um prazo de 15 dias, a contar da publicação do licenciamento no boletim interno da Polícia Militar, para recorrer, segundo o corregedor. Desde 2011, quando o comandante-geral coronel Euller Chaves assumiu, 60 policiais militares foram excluídos dos quadros da corporação. Até esta terça-feira (6), a corregedoria da Polícia Militar da Paraíba abriu 33 procedimentos administrativos e disciplinares por denúncias contra policiais militares no estado.

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