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Policial

Suspeita de troca de bebês faz polícia convocar 14 mães

24 JUL 2007 - 14h34min
folha on line

Nas próximas semanas, 14 mulheres da cidade de Bauru (343 km de São Paulo) devem ser convocadas a fazer exames de DNA para provar se são, de fato, mães de seus filhos --todos com cinco anos de idade.


As crianças nasceram em 21 de outubro de 2001, na maternidade Santa Isabel. Como houve uma suposta troca de crianças que teria levado um menino a ser sepultado no lugar de uma menina, a policia coloca em dúvida a maternidade de todas as crianças nascidas naquele dia.


"É uma ação desagradável, que pode levar um trauma às pessoas envolvidas, mas não é justo que as famílias envolvidas vivam sem a certeza sobre seus filhos", afirma o delegado Silberto Sevilha Martins, titular do 3º DP de Bauru, que deve pedir a convocação das famílias à Justiça nos próximos dias.


"Vamos estudar a forma mais humana de fazer essa apuração, com o acompanhamento de psicólogos", diz o delegado.


Azul em vez de rosa
A vítima da troca foi uma mãe de Reginópolis (423 km de SP), que afirma ter dado à luz uma menina na maternidade Santa Isabel, que teria morrido ao nascer. Enquanto a mãe se recuperava no hospital em Bauru, coube ao pai cuidar do sepultamento.


O pai recebeu o corpo de um menino e até comprou uma roupinha azul para o enterro do bebê no cemitério de Reginópolis. Depois do sepultamento, ao conversar com a mulher no hospital, o pai descobriu que ela havia dado à luz uma menina.


O inquérito policial aberto na época acabou arquivado. Os pais, então, decidiram entrar com uma representação no Ministério Público para apurar a troca de bebês.


Indícios
A partir da representação do MP, o inquérito foi reaberto e a polícia determinou a exumação das quatro crianças que nasceram e morreram na maternidade naquele dia para a realização de exames de DNA.


Em pelo menos uma das crianças, o exame revelou-se impossível, já que o corpo estava deteriorado demais --o bebê, filho de uma família pobre, havia sido enterrado em cova rasa, num local atingido por erosões provocadas pela chuva.


"Como não é possível fazer o exame dos mortos, teremos de fazer o DNA dos vivos", diz o delegado.


Segundo o delegado, os "indícios" da investigação apontam para "um erro grosseiro" da funerária, que teria se confundido com os quatro corpos de crianças que chegaram da maternidade. "Mas indício não é certeza, e precisamos ter certeza", afirma Martins.

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