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16 de Dezembro de 2017
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Policial

Suspeito de matar Kauan é denunciado por cometer 8 crimes contra 12 crianças

Denúncia pontua que vítimas recebiam de R$ 5 a R$ 15 para serem exploradas

26 SET 2017 - 14h17min
Midiamax

O professor suspeito de matar e esquartejar Kauan Andrade de 9 anos, no último dia 25 de junho de 2017, foi denunciado pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) à Justiça por oito crimes sexuais contra 12 crianças e adolescentes. O Promotor Henrique Franco Cândia aceitou a denúncia da Polícia Civil por cinco crimes e incluiu na última sexta-feira (22) os crimes de ocultação de cadáver e vilipêndio de cadáver.

O promotor aceitou o inquérito policial enviado ao MP que indiciava o suspeito pelos crimes de conjunção carnal com menor de 14 anos (Art. 217) contra três vítimas, constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal (Art 213), contra quatro vítimas, submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos, (218 b) contra quatro vítimas e pelos crimes indicados nos Artigos 69 e 71 do código penal, que se trata do cometimento de um mesmo crime diversas vezes.

Porém, na última sexta-feira (22), o Ministério Público incluiu os artigos 211 (ocultação de destruição de cadáver), além do artigo 212 do código penal, que se trata de vilipêndio de cadáver, em relação ao menino Kauan.

Antes de finalizar, o MP pontuou no documento que o acusado praticou os crimes do Art. 241 "b" (armazenar vídeos ou fotografias pornográficas envolvendo crianças), Art 65 da lei de contravensão penal (molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por motivo reprovavel) e art. 218 "b" (submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos) - duplamente -, tendo em vista, que pagava de R$ 5 a R$ 15 para explorar as vítimas.

Além das sete vítimas indicadas pela Polícia Civil, que são o Kauan de 9 anos, dois meninos de 10 e 13 anos, e quatro adolescentes de 14 anos. O MP incluiu na denúncia, três adolescentes 16, 15, 11, 13 e uma menina de 16 anos, que foi identificada por meio das gravações pornográficas.
A jovem que teria sido vista na casa outras vezes também foi apresentada pelo suspeito como sua namorada, afirmaram moradores, durante as investigações.

Os crimes foram praticados de dezembro de 2016 a junho de 2017. Agora a denúncia será analisa pela 7ª Vara Criminal de Competência Especial - Campo Grande.

Nesta segunda-feira (25), a casa onde o suspeito de matar e esquartejar o menino Kauan Andrade de 9 anos foi incendiada na tarde desta segunda-feira (25). Esta é a segunda vez que o imóvel localizado na Rua da Praia, no Coophavilla II é incendiada.

Vizinhos da residência disseram ao Jornal Midiamax que um homem teria saído da casa de bicicleta com um galão de gasolina assumindo o incêndio. Moradores acreditam que a casa terá de ser demolida, pois todos estão correndo risco.

No último dia 23 de julho, um incêndio, supostamente, criminoso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros para o mesmo endereço. Na época, populares teriam ateado fogo à residência do suspeito, após ele ter sido supostamente identificado através de posts em redes sociais.

Caso
Kauan desapareceu da casa da família, no Aero Rancho, no dia 25 de junho. O menino cuidava carros na região quando foi visto pela última vez. A família registrou boletim de ocorrência e as investigações foram realizadas pela Depca. Foram mais de 20 dias sem notícias até o último sábado (22), quando o caso foi esclarecido.

Durante as investigações do desaparecimento, um adolescente de 14 anos acabou apreendido por envolvimento no crime. Ele relatou à polícia que atraiu Kauan na noite do dia 25 de junho para a casa. A criança teria falecido enquanto era violentada.

Com Kauan inconsciente, não se sabe ainda se desmaiado ou já sem vida, os suspeitos colocaram o corpo do menino em saco plástico e ‘desovaram’ no Córrego Anhanduí, por volta da 1 hora do dia 26 de junho.

O homem suspeito de ser pedófilo foi preso na sexta-feira (21), no começo da tarde, pouco antes do início das buscas pelo corpo do menino. De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o suspeito nega as acusações, mas com o depoimento do adolescente e os fatos já confirmados pela perícia, não há dúvidas de que a vítima era Kauan.

Sobre o local onde o corpo foi deixado, segundo a autoridade policial, o adolescente apresentou contradição. Ele afirma que entrou no carro do suspeito, com o corpo no porta-malas, mas que não desceu do veículo para jogar o menino.

Inquérito
No último dia 15 de setembro, a Polícia Civil finalizou as investigações e enviou o inquérito ao MPE-MS sem os resultados de exames de DNA, que devem ser enviados posteriormente sem prejuízo ao andamento do processo.

Um pedido de exame de DNA para o pai de Kauan, que está preso em São Paulo, foi feito e a amostra foi enviada para a Capital onde ainda passa por análise. O professor foi indiciado no dia 14 de setembro por estupro de vulnerável seguido de morte.

O professor está preso desde o dia 21 de julho de forma temporária e com a conclusão do inquérito, o delegado que cuida do caso Paulo Sérgio Lauretto deve pedir a conversão da prisão para preventiva.

Lauretto explicou que durante o depoimento do suspeito, que ele foi calculista e frio sempre pensando em cada resposta que seria dada a polícia. “Ele continua negando o crime”. Ainda teria dito durante o depoimento que Kauan não frequentava sua residência, assim, como outras crianças e adolescentes.

Kauan teria sido esquartejado, possivelmente com um facão, que foi encontrado na residência do professor, por duas vezes, sendo colocado no porta-malas do carro do autor e levado até o Córrego Anhaduí.

Mesmo com as buscas por toda a extensão do córrego Kauan nunca foi encontrado e com as investigações acredita-se que o professor voltou ao local, que estava marcado com uma pedra, esquartejou novamente o corpo do menino e o enterrou em outro local.

Para a polícia, o adolescente de 14 anos, que teria levado Kauan a caso do professor, contou que era estuprado desde os 10 anos. Com uma nova vítima, a polícia já investiga 10 casos de estupro de vulnerável contra o professor, todas vítimas vindas de famílias pobres.

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