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Política

Financiamento público de campanha política é caminho para acabar com corrupção, diz Kemp

Para parlamentar é preciso dar mais condições de igualdade entre os candidatos.

4 JUL 2013 - 06h13min
redação
O fim do financiamento privado de campanhas políticas seria o primeiro passo para acabar com a corrupção no país. Segundo o deputado estadual Pedro Kemp (PT), denúncias exemplificam a ligação das empresas, que patrocinam grupos políticos, com os esquemas de licitações fraudulentas. ?Quem financia, depois cobra a fatura?, aponta.
 
O deputado defendeu nesta quarta-feira (3), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a reforma política e lamentou o fato de não acontecer a Constituinte exclusiva para que as mudanças pudessem ser feitas ainda este ano. Segundo o parlamentar, pontos fundamentais têm que ser definidos para que a democracia cumpra seu papel e a corrupção possa ter um fim por meio de ações concretas.
 
Para Kemp, com o fim do financiamento privado de campanha, os mecanismos de fiscalização e controle por meio da Justiça eleitoral têm que ser aprimorados para que não ocorram fraudes. ?Candidatos que sobressaírem com mais recursos vão chamar a atenção da Justiça eleitoral. Se fizerem o financiamento paralelo, vamos ter que aumentar os mecanismos de fiscalização e controle. Este ano 8 prefeitos foram cassados em Mato Grosso do Sul e acredito que com financiamento público de campanha a população, que está mais consciente, vai denunciar?.
 
O fim das coligações proporcionais que, segundo ele, estimula ainda mais a corrupção já que na época eleitoral partidos de ?aluguéis? ?se vendem? em troca de aumentar o tempo de televisão e outros benefícios, também é defendido por Kemp. Ainda conforme o parlamentar, os partidos pequenos, sérios e com ideologia acabam valorizados e fortalecidos. ?Não sou contra os partidos pequenos até porque o PT já foi pequeno um dia e sempre a gente lançou candidato próprio e fechava chapa. Estou falando que precisamos extinguir os partidos de aluguéis?.
 
Outro ponto defendido por Kemp é não a aprovação do voto distrital porque, segundo ele, prejudicaria as minorias de elegerem seus representantes já que poderiam votar apenas em candidato da sua região. ?Um deputado seria o vereador de uma região. Um trabalhador rural não ia poder eleger um representante e um indígena também não ia conseguir eleger uma liderança?.
 
O fim da suplência de senador. O fim da reeleição para prefeito, governador e presidente. Mandato único de 6 anos. Ausência de cabos eleitorais nas eleições. Voto em dois turnos, primeiro vota-se no partido e depois nos candidatos do partido eleito seria uma forma de acabar com os partidos de aluguéis e fortalecer as siglas que têm programa de Governo. Fim do voto secreto no Congresso Nacional. São algumas das medidas defendidas pelo parlamentar para dar mais condições de igualdade entre os candidatos.
 

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