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20 de julho de 2018
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Política

MPF já analisa denúncias contra o deputado Coronel Ivan

24 JUL 2007 - 14h36min
rmt on line

Coronel Ivan sustenta inocência, apesar dos gramposO Tribunal Regional Federal (TRF) 3ª Região recebeu processo contra o deputado estadual José Ivan de Almeida, o Coronel Ivan , apontado em investigação da Polícia Federal como um dos proprietários de máquinas caça-níqueis em Mato Grosso do Sul. Em ligação telefônica interceptada na Operação Xeque-Mate, o parlamentar aparece cobrando mais participação no faturamento e ameaça retirar 15 máquinas que seriam suas.


O MPF denunciou 39 pessoas por crimes de contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica. José Ivan de Almeida tem foro privilegiado por ser deputado estadual. O Ministério Público Federal (MPF) de Campo Grande requereu declínio de competência para o TRF 3ª Região, instância que poderia apreciar as acusações contra o parlamentar.


O processo está tramitando em sigilo e foi distribuído para relatoria da desembargadora Diva Malerbi, que está de férias e, por isso, a avaliação ficará ao encargo da substituta, Suzana Camargo. Agora a juíza pode ou não acatar a denúncia ou abrir vistas ao MPF, trâmite mais provável.


Nas ligações interceptadas pela Polícia Federal, José Ivan de Almeida foi flagrado em conversa com Ari Silas Portugal, apontado em investigação como um dos líderes dos caça-niqueis. O Coronel Ivan, Portugal e Hércules Mandetta Neto, segundo investigação, seriam sócios, proprietários de máquinas caça-níqueis.


No dia 19 de junho, o deputado estadual ocupou a tribuna na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul e negou qualquer ligação com o jogo, dizendo que as conversas interceptadas foram retiradas do contexto original e, que no momento oportuno, iria se defender das acusações.


O declínio de competência constava na denúncia do Ministério Público Federal, protocolada no dia 21 de junho na 5ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, quando foram denunciadas 39 pessoas, no geral, por crimes de contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e falsidade ideológicas.


As denúncias são conseqüência da investigação da PF, que culminou na Operação Xeque-Mate, desencadeada no dia 4 de junho, com prisão de cerca de 80 pessoas. Durante os seis meses de investigações a polícia descobriu que o funcionamento da máfia dos caça-níqueis tinha uma estrutura organizacional.


As peças eram contrabandeadas ou importadas com aparência legal e a montagem ficava ao encargo da empresa Multiplay - uma das gigantes do jogo no Brasil, de propriedade de Raimondo Romano. O grupo teria ramificações em Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e São Paulo.


Nos quatro estados, o grupo faturava uma montanha de dinheiro: R$ 7,5 milhões por mês, diz a investigação. As outras organizações, de acordo com a polícia, arrecadavam entre R$ 900 mil e R$ 1,5 milhão por mês. Uma delas tinha como integrante o deputado estadual e ex-comandante da PM Coronel José Ivan de Almeida, e agia em Campo Grande. Outra, concentrava os negócios em cassinos no Paraguai.

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