A edição digital do jornal O Pantaneiro é restrita para assinantes.Assine
15 de Dezembro de 2017
Anuncie Aqui
8492
Política

MPF já analisa denúncias contra o deputado Coronel Ivan

24 JUL 2007 - 14h36min
rmt on line

Coronel Ivan sustenta inocência, apesar dos gramposO Tribunal Regional Federal (TRF) 3ª Região recebeu processo contra o deputado estadual José Ivan de Almeida, o Coronel Ivan , apontado em investigação da Polícia Federal como um dos proprietários de máquinas caça-níqueis em Mato Grosso do Sul. Em ligação telefônica interceptada na Operação Xeque-Mate, o parlamentar aparece cobrando mais participação no faturamento e ameaça retirar 15 máquinas que seriam suas.


O MPF denunciou 39 pessoas por crimes de contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica. José Ivan de Almeida tem foro privilegiado por ser deputado estadual. O Ministério Público Federal (MPF) de Campo Grande requereu declínio de competência para o TRF 3ª Região, instância que poderia apreciar as acusações contra o parlamentar.


O processo está tramitando em sigilo e foi distribuído para relatoria da desembargadora Diva Malerbi, que está de férias e, por isso, a avaliação ficará ao encargo da substituta, Suzana Camargo. Agora a juíza pode ou não acatar a denúncia ou abrir vistas ao MPF, trâmite mais provável.


Nas ligações interceptadas pela Polícia Federal, José Ivan de Almeida foi flagrado em conversa com Ari Silas Portugal, apontado em investigação como um dos líderes dos caça-niqueis. O Coronel Ivan, Portugal e Hércules Mandetta Neto, segundo investigação, seriam sócios, proprietários de máquinas caça-níqueis.


No dia 19 de junho, o deputado estadual ocupou a tribuna na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul e negou qualquer ligação com o jogo, dizendo que as conversas interceptadas foram retiradas do contexto original e, que no momento oportuno, iria se defender das acusações.


O declínio de competência constava na denúncia do Ministério Público Federal, protocolada no dia 21 de junho na 5ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, quando foram denunciadas 39 pessoas, no geral, por crimes de contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e falsidade ideológicas.


As denúncias são conseqüência da investigação da PF, que culminou na Operação Xeque-Mate, desencadeada no dia 4 de junho, com prisão de cerca de 80 pessoas. Durante os seis meses de investigações a polícia descobriu que o funcionamento da máfia dos caça-níqueis tinha uma estrutura organizacional.


As peças eram contrabandeadas ou importadas com aparência legal e a montagem ficava ao encargo da empresa Multiplay - uma das gigantes do jogo no Brasil, de propriedade de Raimondo Romano. O grupo teria ramificações em Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e São Paulo.


Nos quatro estados, o grupo faturava uma montanha de dinheiro: R$ 7,5 milhões por mês, diz a investigação. As outras organizações, de acordo com a polícia, arrecadavam entre R$ 900 mil e R$ 1,5 milhão por mês. Uma delas tinha como integrante o deputado estadual e ex-comandante da PM Coronel José Ivan de Almeida, e agia em Campo Grande. Outra, concentrava os negócios em cassinos no Paraguai.

Veja também

Mais Lidas

1
Anastácio

Corpo de ex-presidente da OAB de Aquidauana é encontrado carbonizado na BR-419

2
Anastácio

Suspeito da morte de ex-presidente da OAB é preso no Bairro Alto

3
Aquidauana

‘Muito alegre’: amigos lembram com carinho de Severino Alves de Moura

4
Aquidauana

Jornal divulga matéria e incomoda empresário, que solicita nota de esclarecimento

Vídeos

Entrevista com os produtores do Longa-Metragem sobre Sasha Siemel

Tráfego de carretas no cruzamento da Duque de Caxias causa preocupação na população.

4ª Marcha pela Vida - Aquidauana MS

Ver mais Videos

Níveis dos Rios Hoje

Aquidauana
6,11m
Miranda
7,09m
Paraguai
1,86m

Colunas e Blogs

Manoel Afonso

Odilon lidera, André o mais rejeitado

Robinson L Araujo

TENDO UM SONO RESTAURADOR

Rosildo Barcellos

Pequenas reflexões sobre o Biodireito

Ver Mais Colunas
498110446