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17 de Agosto de 2017
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Intercâmbio leva produtores de leite de Costa Rica para conhecer projetos em Terenos e Camapuã

25 NOV 2016 - 18h28min
Kelly Ventorim, assessora de comunicação da Sepaf e Iagro.
O Governo do Estado, por meio da Coordenação do Programa Leite Forte, promoveu esta semana um intercâmbio para que produtores da agricultura familiar do município de Costa Rica pudessem conhecer de perto o trabalho realizado no Assentamento Campo Verde, em Terenos (MS) e em propriedades do município de Camapuã.
 
Recentemente reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das forças na luta para ?mudar o mundo?, a Cooperativa Agrícola Mista da Pecuária de Corte, Leiteira e da Agricultura Familiar (Cooplaf), fecha o ano de 2016 lançando dois projetos que atendem ao objetivo da entidade internacional. Um deles é a instalação da Escola da Família Agrícola e o outro, a criação, abate e comercialização de frango caipira, negócio a ser conduzido por mulheres assentadas.
 
Recebidos pela secretária geral da cooperativa, Lucilha de Almeida, a equipe da Secretaria de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Senar e os produtores tiveram a oportunidade de tirar duvidas e trocar experiências.
 
Buscando o auxílio do Governo do Estado, por meio dos diversos projetos oferecidos, o grupo que faz parte de uma associação se prepara para formar uma Cooperativa e melhorar a produção e comercialização.
 
Em Terenos o grupo visitou as instalações da Cooperativa e três propriedades, nos Assentamentos Santa Mônica, Patagônia e Campo Verde para conhecer o trabalho de produtores que tiram uma média de 80 a 250 litros de leite por dia.
 
Em Camapuã, o grupo visitou uma unidade demonstrativa de pastagem e irrigação de propriedade de Paulo Alvorada, que hoje produz com 50 vacas, 800 litros por dia e a propriedade da Dona Regina, que cria bezerras, do nascimento a 16 meses, e mantém uma espécie de hotel para bezerros, criando animais de outros produtores no local.
 
Para Aryani Monaly, da equipe de coordenação do Programa Leite Forte, a realização de intercâmbios promove a abertura de novas oportunidades aos participantes, ao passo que os aproxima dos projetos de sucesso como é o caso dos realizados no Assentamento Campo Verde.
 
Cooplaf
 
Os projetos da Cooplaf vão começar a sair do papel em 2017 e representam mais uma etapa importante do desenvolvimento da Cooperativa. Criada há apenas dois anos, a partir do esforço de 20 assentados, a entidade conta atualmente com 525 cooperados, responsáveis por um faturamento de quase R$ 1,5 milhão mensais.
 
?Começamos combatendo a fome, iniciativa que mereceu a distinção da ONU, pois atende a um dos oito objetivos definidos pela organização, onde se inclui, também, o de ter todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento?, afirma a zootecnista Carlinda Rezende, uma das integrantes do corpo técnico da cooperativa.
 
Além dos assentados de Campo Verde, moradores de outras áreas de reforma agrária de Terenos (Santa Mônica, Patagônia, Nova Querência, Paraíso, Nova Canaã e Guaicurus) e pequenos produtores de mais seis municípios vizinhos passaram a fazer parte da cooperativa.
 
?Procuramos ensinar tudo o que o pequeno produtor rural precisa para melhorar de vida. Ensinamos como plantar, produzir e comercializar alimentos, principalmente frutas, verduras, legumes, pequenos animais, criar vacas leiteiras, entre outros, conforme a vocação de cada família?, explica Carlinda, ao acrescentar que, durante este ano, 2,8 mil famílias foram qualificadas, das quais 600 receberão certificados em fevereiro próximo.
 
Novos projetos
 
De acordo com a zootecnista, o frigorífico de aves, previsto para entrar em funcionamento no ano que vem, já atraiu 30 famílias interessadas em assumir o negócio.
 
Sobre a Escola da Família Agrícola, ela destaca a quantidade de jovens já se inscrevendo para garantir uma vaga. ?Inicialmente, vamos atender 60 alunos de oito assentamentos aqui de Terenos, depois vamos expandir com base em um levantamento da necessidade em toda a região?, adianta.
 
Segundo a secretária geral da cooperativa, Lucilha de Almeida, a escola vai permitir a administração de cursos profissionalizantes e do ensino médio. ?Vale lembrar que a distinção da ONU dada para a cooperativa representa responsabilidade grande e estamos felizes por estarmos inseridos, conforme afirma o documento que nos foi entregue em 2015, ao Movimento Nacional da Cidadania e Solidariedade da ONU?.

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