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Saúde

Em Campo Grande, médicos protestam pela validação do diploma de profissionais estrangeiros

Mato Grosso do Sul está bem abaixo da média nacional em números de médicos.

26 MAI 2013 - 06h45min
Mayara de Sá
O ?Movimento Revalida Sim? ? protesto contra a contratação de seis mil profissionais cubanos sem o exame de revalidação do diploma de medicina ? aconteceu neste sábado (25) em Campo Grande e em todas as capitais brasileiras. Na capital de Mato grosso do Sul, aproximadamente 200 médicos protestaram na manhã de ontem. 

O presidente do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Marco Antônio Leite disse considerar justa a vinda de profissionais da área da saúde para o Brasil, desde que façam o exame de revalidação de diplomas. ?O que não é justo é termos profissionais atuando em nosso país sem que passem por uma avaliação técnica a qual todos que vem para o país precisam passar?, afirmou.

Segundo ele, o último exame realizado no ano passado, apenas 16% dos inscritos conseguiu passar e revalidar os diplomas. O índice é muito baixo e pode comprometer o atendimento à saúde dos pacientes brasileiros, alertou o dirigente sindical.

?Queremos saúde de qualidade para as pessoas, o que falta é estrutura adequada. Você pode ter o melhor médico atuando, mas se ele não tiver o suporte necessário, ele desenvolverá um trabalho comprometido?, ponderou.

Conforme Marcos Leite, a situação em Mato Grosso do Sul é pior devido à proximidade com a Bolívia, onde as faculdades de Medicina são mais baratas e oferecem o curso por quatro anos. No Brasil, o tempo de duração é de seis anos.

O presidente da Cassems (Caixa de Assistência aos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul), publicou em seu Facebook, que o positivo das as discussões é a oportunidade de debater profundamente o tema tão complexo que é a saúde. ?É de conhecimento geral a dificuldade de fixar os médicos no interior do país, e no meu entendimento isso se deve a ausência de uma carreira estabelecida para todos os profissionais de saúde e também a ausência de profissionais generalistas que se sintam seguros de trabalhar nas cidades menores e com menos recursos tecnológicos?, pontuou.

Conforme levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgado em fevereiro deste ano, Mato Grosso do Sul está bem abaixo da média nacional em números de médicos. O levantamento aponta que 4.238 médicos se encontravam em atividade em outubro de 2012. Com taxa de 1,69 profissional por 1.000 habitantes, o Estado ocupa o 17° lugar em números absolutos de médicos registrados em todo o país (388.015) e o 10º em termos proporcionais.

O estudo destaca em MS a desigualdade constatada entre a capital e os municípios do interior do Estado. Os dados divulgados mostram que 1.708.836 cidadãos, moradores de cidades interioranas, são assistidos por 1.523 médicos. Neste conjunto de municípios, a razão médico/habitante fica em 0,89. Por outro lado, os residentes na capital têm um índice de 3,14 médicos por 1.000 habitantes.

(Com informações da assessoria de imprensa e do site Midiamax)

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