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17 de junho de 2018
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Saúde

Testes pré-clinicos apontam que vacina brasileira pode prevenir zika em gestantes

Estudo foi um dos mais avançados para a oferta de uma futura vacina contra a doença para proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus

22 SET 2017 - 17h15min
Governo Federal

Testes pré-clinicos da vacina contra zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) demonstraram que uma única dose da imunização preveniu a transmissão da doença em animais durante a gestação e o contágio dos filhotes. A pesquisa foi feita com camundongos e macacos. Testes em humanos devem ser realizados, a partir de 2019, na Fiocruz/Biomanginhos, no Rio de Janeiro.

O estudo foi um dos mais avançados para a oferta de uma futura vacina contra a doença para proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pela revista Nature Communications.

Os testes pré-clínicos foram realizados simultaneamente no Instituto Nacional de Saúde (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington, dos Estados Unidos, todos parceiros da pesquisa. Os testes obtiveram sucesso em seu objetivo, que é impedir que o zika vírus cause microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos.

O Ministério da Saúde vai destinar R$ 7 milhões nos próximos cinco anos para o desenvolvimento e produção da vacina.

Esterilidade em machos


Além dos testes em fêmeas, foram realizados testes em camundongos machos. Um dos achados científicos inéditos é que o zika vírus pode ser capaz de causar esterilidade. A infecção nos animais reduziu consideravelmente a quantidade de espermatozoides, a mobilidade deles (ficaram praticamente imóveis) e o tamanho dos testículos (atrofia). Esses testes não foram realizados nos macacos.

No entanto, não é possível afirmar que esse efeito também se aplique aos seres humanos. O diretor do Instituto Evandro Chagas (IEC), Pedro Vasconcelos, ressalta que é preciso mais estudos para entender a dimensão desse problema. “Há uma preocupação de que esse achado evidencie que possa ocorrer um impacto similar entre os seres humanos, contudo ainda não há nenhum estudo que demonstre isso”, pontuou Vasconcelos.

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