Os cientistas Elizabeth H. Blackburn, Carol Creider e Jack W. Szoztak são os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina 2009 por suas descobertas de como a enzima telomerasa protege os cromossomos, informou nesta segunda-feira o Instituto Karolinska de Estocolmo. O trabalho lança luz nos estudos do câncer e do processo de envelhecimento.
O prêmio de Medicina é dotado com 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhão) e, como os outros prêmios Nobel, será entregue em 10 de dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel. O Instituto afirmou que os três tinham "resolvido um problema importante na biologia", ou seja, como os cromossomos foram copiados na íntegra durante a divisão celular e protegidos contra a degradação. A descoberta, segundo os cientistas, estimula o desenvolvimento do potencial de novas terapias.
As extremidades dos cromossomos são chamados telômeros e se estes forem encurtados, isso afeta na idade das células. Os cientistas especularam que esse processo poderia ser a razão para o envelhecimento, não só em células individuais, mas também do organismo como um todo. "Mas o processo de envelhecimento acabou por ser complexo e é pensado agora a depender de vários fatores diferentes, os telômeros são um deles. A investigação nesta área continua intensa", disse o instituto. O trabalho do trio na telomerase estimulou o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas, acrescentou.
Blackburn é da Universidade da Califórnia, San Francisco; Greider é da Johns Hopkins School of Medicine, em Baltimore e Szostak está no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston. A medicina é tradicionalmente o primeiro dos prêmios Nobel concedidos a cada ano.
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