EDUCAÇÃO
Estudantes de Três Lagoas encontraram novas perspectivas na educação profissional; escola ampliou cursos e formou 73 alunos em 2025
Publicado em 19/10/2026 às 16:39
Yasmim Namie cursa Sistemas de Informação na UFMS, aplicando conhecimentos que começou a desenvolver ainda na escola / Divulgação/SED
O contato com a tecnologia durante o ensino médio mudou os planos de Rafael Mendes e ajudou Yasmim Namie a dar os primeiros passos na carreira que escolheu. Os dois estudaram na Escola Estadual Professor João Magiano Pinto, conhecida como Jomap, em Três Lagoas, onde a educação profissional tem aproximado os jovens de novas possibilidades de formação e trabalho.
A escola oferece o curso de Ciência de Dados integrado ao ensino médio e ampliou a formação em 2026 com uma opção voltada à Inteligência Artificial. Também mantém o curso de Mecatrônica em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). O número de estudantes formados passou de 38, em 2024, para 73 no ano seguinte.
Aos 17 anos, Rafael concilia escola, trabalho e um curso livre de programação. Ele chegou ao ensino médio com pouquíssimo contato com a área, mas descobriu novas possibilidades nas aulas de Ciência de Dados.
“A tecnologia me deu propósito e independência”, contou.
Desde então, passou a estudar programação, bancos de dados, computação em nuvem e automação. Também desenvolve sistemas que estão em fase de apresentação a empresas.
“Tudo me ensinou a ser resiliente, a priorizar o que realmente importa e não depender de terceiros para construir meu futuro”, afirmou o estudante.
Aos 19 anos, Yasmim Namie já percorreu parte desse caminho. Ela foi a primeira pessoa da família a ingressar na área de tecnologia e hoje cursa Sistemas de Informação na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), aplicando conhecimentos que começou a desenvolver ainda na escola.
No início, o desafio era lidar com conteúdos cada vez mais complexos.
“Havia o medo da dificuldade em conseguir aprender algo cada vez mais complexo”, lembrou.
A experiência, no entanto, ajudou a ampliar seus horizontes. Para outros jovens que pensam em seguir carreira na área, ela deixa um incentivo.
“Tenha a curiosidade de conhecer como todo recurso tecnológico funciona. Criar algo inovador não é inalcançável, é possível”.
Além da formação técnica, a Jomap registrou mais de 350 contratos de aprendizagem profissional firmados por estudantes com empresas da região nos últimos três anos.
As experiências de Rafael e Yasmim mostram diferentes etapas de um mesmo percurso: enquanto ele ainda está construindo sua trajetória, ela já chegou à universidade. A oferta de cursos técnicos e profissionalizantes durante a educação básica pode ajudar estudantes a descobrir interesses, desenvolver habilidades e ampliar as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho.
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