Agronegócio
A diretoria do Sindicato Rural de Aquidauana divulgou nota oficial de repúdio às informações divulgadas sobre a operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
A instituição que representa os produtores rurais do município rebate as afirmações dos investigadores e promotores quanto à qualidade da carne que é processada pela indústria.
De acordo o sindicato, “entre tantas informações confusas, falsas e desencontradas”, os diretores questionam a validade e rebatem cinco pontos divulgados pela PF e pela MPF. Veja íntegra da nota divulgada pelo sindicato:
NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato Rural de Aquidauana acompanha com grande preocupação os desdobramentos da operação da Polícia Federal intitulada "Carne Fraca", que no entender desta diretoria excedeu-se sobremaneira na divulgação de informações falsas, exageros e mistificações a respeito dos problemas no mercado de carne brasileiro.
Entre tantas informações confusas, falsas e desencontradas, vale destacar e informar a nossos associados e seguidores que:
1. O uso de carne da cabeça de porcos em embutidos é permitido por lei;
2. Aparentemente a PF fez confusão a respeito de uma conversa gravada que citava o uso de "papelão": ao que tudo indica era uma referência a embalagens;
3. Os ácidos ascórbico e sórbico NÃO SÃO SUBSTÂNCIAS CANCERÍGENAS e tem seu uso permitido e regulamentado;
4. Apenas 21 dos quase 5 mil estabelecimentos de processamento de carne que atuam no país estão sob suspeita de más práticas, que incluem suborno a fiscais e recondicionamento de carnes vencidas.
Ainda que muito exagerados, os problemas existem. E devem ser investigados com rigor.
Mas este Sindicato repudia a maneira espetaculosa e irresponsável com que a PF e parte da imprensa trataram o assunto, o que pode vir a gerar grandes prejuízos a setores da cadeia produtiva que nada tem a ver com isso.
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