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Agronegócio

Bloqueio dos EUA à carne brasileira prejudica imagem do produto no mercado mundial

Das 17 plantas frigoríficas brasileiras habilitadas para vender para os EUA, cinco estão instaladas em MS

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A decisão tomada pelos Estados Unidos, que suspenderam na quinta-feira (23) todas as importações de carne bovina “in natura” do Brasil, é preocupante sob o ponto de vista do prejuízo à imagem do produto brasileiro no mercado mundial, pois pode provocar reações de outros países importadores. Essa é a avaliação do secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

“O volume das exportações de Mato Grosso do Sul para os EUA é pequeno. Num primeiro momento, o impacto sob o ponto de vista quantitativo, não altera significativamente o mercado. O problema maior é o impacto subjetivo. A percepção de uma não qualidade da carne brasileira é o maior impacto. A suspensão da importação dos EUA não vai travar a pecuária brasileira, mas a questão subjetiva é o problema”, afirmou o secretário.

No ano de 2016, os EUA representaram 0,34% das exportações da carne sul-mato-grossense – com 426 toneladas do produto. As vendas externas desse setor são lideradas pela China, com 20,93%, seguido pelo Chile, com 18,55%; Rússia (11,06%); Irã (7,32%); Egito (7,21%); Holanda (6,09%) e Arábia Saudita (4,69%). Para a pecuária do Estado, o mercado externo representa 22% das vendas, sendo os 78% restantes da produção absorvidos pelo mercado nacional.

“Para o mercado pecuário local a situação preocupa, ainda que o volume seja baixo. Temos cinco plantas credenciadas para exportar para os EUA. Não estamos num bom momento, com queda de preço, de demanda e de exportação. Um fato como esse exige medidas rápidas e o Ministério já está agindo para reverter o quadro. Estamos acompanhando o Mapa e acreditamos que esse problema será logo resolvido”, disse Jaime Verruck.

De acordo com o Governo Federal, das 17 plantas frigoríficas brasileiras habilitadas para vender para os EUA, cinco estão instaladas em Mato Grosso do Sul.

Gestão sanitária permanente

O secretário lembrou que foram necessárias quase duas décadas para que a carne brasileira voltasse  a ser comprada pelos EUA. “Não temos um problema na estrutura sanitária do país. Não está se discutindo a estrutura, demoramos 17 anos para voltar a vender para os EUA e de agora em diante temos de ter um processo permanente de gestão dessa questão sanitária junto às autoridades americanas. Estamos tratando do maior mercado mundial e maiores concorrentes do Brasil. Essa gestão sanitária deverá ser permanente”, finalizou Jaime Verruck.

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