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Economia

Com aumento de 28%, Plano Safra do BB atesta robustez do agronegócio em MS

Em relação à safra passada houve um incremento de 28%, saltou de R$ 5 bilhões para R$ 6,4 bilhões

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 O Banco do Brasil anunciou, nesta terça-feira (11.7), na sede da Superintendência Estadual na rua 13 de Maio, em Campo Grande, o montante de recursos disponibilizados em várias linhas de crédito para financiar a safra agrícola 2017/2018. Em relação à safra passada houve um incremento de 28%, saltou de R$ 5 bilhões para R$ 6,4 bilhões. Esse aumento acompanha o excelente desempenho do campo que projeta safra recorde de aproximadamente 20 milhões de toneladas de grãos e sinaliza ao produtor segurança para continuar investindo.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o resultado da supersafra deste ano e o aporte de recursos do sistema financeiro para custear a produção agrícola que se inicia, coroa os esforços do governo do Estado no sentido de vitalizar o setor produtivo e abrir caminhos para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul. Verruck, que representou o governo na solenidade de lançamento do Plano Safra do BB, falou da importância de se trabalhar com responsabilidade técnica e confiar plenamente na competência dos técnicos.

“Temos dado total liberdade aos técnicos para definir quanto de insumo é preciso para determinada lavoura. Antes havia limitação, isso acabou. Decidimos que é preciso confiar na competência do técnico responsável”, frisou, referindo-se aos trâmites para contratações de empréstimos junto ao Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO). Decisões como essa e outras que ajudaram a desburocratizar os mecanismos de apoio à produção tiveram papel importante no crescimento forte do agronegócio no Estado e na consolidação do setor nos últimos anos.

O Plano

O Plano Safra do Banco do Brasil foi anunciado simultaneamente em todo o país, de evento em Brasília que contou com a participação do presidente da República Michel Temer e dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. O banco está disponibilizando R$ 103 bilhões para a próxima safra, aumento de 30% em relação ao ano passado, que foi de R$ 72 bilhões.

A safra deste ano pode chegar a 240 milhões de toneladas de grãos, segundo projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sendo 114 milhões de toneladas de soja e 97 milhões de toneladas de milho. Maggi lembrou que nos últimos 30 anos a área agrícola cresceu 60%, enquanto a produtividade deu um salto de 300%. Isso se deu pelo emprego de tecnologia e insumos de qualidade, com o governo presente para garantir o crédito ao produtor rural.

Para Mato Grosso do Sul o Banco do Brasil tem, garantido, volume de R$ 6,4 bilhões em recursos, mas se houver demanda pode aumentar. Desse total, R$ 5,1 bilhões são para comercialização e custeio e R$ 1,3 bilhão para investimentos. Boa parte desses recursos para investimento vêm do FCO, com taxas de juros muito atrativas e que são excelente opção para a construção de armazéns, ponderou o superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, Gláucio Fernandes.

O armazenamento, aliás, é um gargalo que precisa ser vencido com urgência, advertiu o presidente da Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul), Maurício Saito. A safra deste ano pode chegar a 20 milhões de toneladas de grãos no Estado, contra uma capacidade de armazenamento de pouco mais de 8 milhões de toneladas. Para tanto, o produtor tem a oportunidade de contratar recursos do FCO a taxa de até 6,375% ao ano, menor ainda que os índices do Plano Safra, que variam de 6,5% a 8,5% ao ano e que já são considerados excelentes.

O fundamental, na avaliação do secretário Jaime Verruck, é trabalhar para que tanto os recursos do Plano Safra quanto do FCO sejam, efetivamente, aplicados na economia para que surtam os efeitos esperados. Na safra passada o Banco do Brasil disponibilizou todos os R$ 5 milhões destinados ao Estado e a expectativa é de chegar aos 100% neste ano também. Quanto ao FCO, dos R$ 2,3 bilhões disponíveis, mais de R$ 700 milhões já foram contratados.

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