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Pecuária

Presidente do Sindicato Rural de Aquidauana fala sobre cenário atual do mercado do boi

Ele comentou sobre o cenário em Mato Grosso do Sul e, principalmente, na região Pantaneira do Estado

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O Presidente do Sindicato Rural de Aquidauana, Frederico Borges Stella, participou, nesta semana, de um quadro de entrevistas do Notícias Agrícolas, onde falou sobre o cenário atual do mercado do boi em Mato Grosso do Sul e, principalmente, na região Pantaneira do Estado.

"Aqui na nossa região, nós estamos em plena safra. Choveu bem, o boi de pasto já está saindo, então nós estamos confortáveis por um lado, pois temos condições de segurar o boi no pasto, mas a oferta não está abundante, só suficiente para que os frigoríficos mantenham as escalas não só alongadas, mas confortáveis para eles", pontuou.

A respeito da demanda dos compradores, o presidente também fez seu comentário. "O que a gente escuta de todos os compradores daqui é que a demanda está muito fraca, pois o mercado está muito ruim. Está ocorrendo, vagarosamente, mas temos uma expectativa em relação ao carnaval, pois acreditamos que haverá um aumento no aquecimento da demanda. São dois fatos: o carnaval, já que geralmente a indústria costuma fazer estoque nessa época, e começo do mês. Acredito eu que, com esses dois fatores, poderá haver uma recuperação leve. Eu acho que a pressão de baixa vai perder um pouco de força", ressaltou.

Na localidade, os preços para o boi gordo a vista giram em torno de R$ 130,00/@ a R$ 132,00/@. Já os frigoríficos grandes estão pagando, a prazo de 15 a 30 dias, por volta de R$ 133,00/@ a R$ 136,00/@. Segundo o presidente, os preços nestes patamares não estão bons.

“Esperávamos algo melhor. No final do ano, tiveram negociações de boiadas sendo vendidas por volta de R$ 138,00/@ a vista. Até na semana passada estava em R$ 136,00/@, mas nesta semana acabou judiando com as escalas andando e os compradores perderam o interesse”, afirmou.

O fato da escala longa, em um primeiro momento, tira a expectativa de uma melhora muito mais agressiva nas cotações. "Eu, particularmente, não acredito em melhoras expressivas, somente no retorno dos patamares das @ que estavam sendo vendidas anteriormente", disse.

Frederico Stella também comentou sobre o perfil das escalas. "Aqui em Aquidauana, nós temos a maior parte da escala composta por machos. Temos fêmeas, também, que são abatidas para consumo interno. O que acontece aqui é que alguns compradores estão fazendo um preço diferencial para quem tem novilha. Eles estão pagando R$ 2,00 a mais por @ do que a vaca. Isso não era normal, mas agora está acontecendo e consolidando esse tipo de comércio, valorizando a qualidade do produto", explicou.

Condição dos Pastos

Sobre a condição dos pastos, Frederico Stella comentou que é um fator positivo. "Nós tivemos praticamente um mês inteiro de chuva constante, então o capim brota mesmo. É difícil alguém falar que estamos sem pasto, tanto que estão conseguindo segurar os bois gordos no local. Muita gente está vendendo só o que é necessário e aguardando uma melhora, graças às nossas boas condições", finalizou.


*Com informações do portal Notícias Agrícolas

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