AGRICULTURA MS
MS está entre os cinco estados com maior produção no País
Com aumento de 25% na área plantada, os produtores de algodão em Mato Grosso do Sul estimam uma produção de 71 mil toneladas do produto em pluma e 160 mil toneladas de caroço. Considerado o 5º produtor nacional, o Estado conta agora uma nova sede da Associação dos produtores de MS (Ampasul).
A unidade tem 4.200 metros quadrados e um laboratório referência em análise de fibra, localizado no município de Chapadão do Sul. Durante a inauguração realizada na sexta-feira (26), o presidente da entidade, Walter Schlatter, destacou que a cidade passa a ser a capital do algodão estadual.
“Normalmente as associações estaduais ficam nas capitais. Mas não é o caso da Ampasul, que tem a intenção de estar mais próxima do produtor”, relata o presidente. “Brasil já foi um dos maiores importadores e viramos o jogo em 20 anos. E em três ou quatro anos, devemos superar os Estados Unidos, completou Schlatter ao ressaltar o papel da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a união da classe.
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina Corrêa, apontou os produtores de algodão como exemplo a ser seguido. “São organizados, são unidos. Quando vão ao Ministério, chegam com o problema e com a receita pronta para a solução. Além da união, existe organização, visão de futuro e estratégia”, observa.
Tereza Cristina revelou ainda as ações da pasta com foco no mercado externo. “Precisamos trabalhar para que o Vietnã seja entrada do nosso algodão na Ásia. Conheço as dificuldades e conquistas que os cotonicultores obtiveram nos últimos anos”, acrescenta.
HOMENAGEM
O ex-presidente da Ampasul Darci Agostinho Boff, foi homenageado durante o evento e concordou com a ministra. “Discutimos e resolvemos problemas juntos, tenho orgulho de ter participado dessa história. E tenho certeza que o algodão é um dos setores mais organizados do país”.
Durante a cerimônia o fundador da Associação, Alberto Schlatter, apontou fatos históricos do algodão em MS e comemorou os avanços. “Transformamos essas terras que, há 60 anos, não tinha valor comercial, devido à falta de água, em terras de alta tecnologia, levando o Brasil ao patamar que merece”.
Já o presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Aroldo Rodrigues da Cunha, parabenizou a categoria pela ligação política. “É muito gratificante ver todos os resultados que temos conquistado. O alinhamento do algodão com o governo é digno. Brasil se tornou segundo maior exportador e aumentou sua produtividade em mais de 100% no período de 10 anos”, pontuou, colocando a Ampasul como um case de sucesso.
Milton Garbugio, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), apontou os desafios das exportações. “Trabalhamos muito para que o algodão tivesse o atual reconhecimento. Vamos colher 2,8 milhões de toneladas e nosso consumo interno é de 700 mil toneladas, os demais vamos ter de exportar. Para isso precisamos de confiabilidade”, destacou. “Esse laboratório não é para melhorar o trabalho da Ampasul. Precisamos de exportar, é para isso que servirá”, esclarece.
Representando o governado Reinaldo Azambuja (PSDB), Jaime Verruck (Semagro), sinalizou que existem projetos logísticos para a região. “O terminal ferroviário de Chapadão do Sul foi inaugurado e temos certeza que outros investimentos virão para região. Quero destacar como o Governo enxerga a agricultura e o algodão. O Programa de Desenvolvimento – PDAgro do Algodão contribui com a produtividade. E quando o Governo abre mão de carga tributária, é em benefício de um determinado setor. E os cotonicultores cumpriram com seu papel”, finaliza.
*Com informações da Ascom Agroa
Educação
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OPORTUNIDADES
Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h
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