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Anastácio

Com frieza e crueldade padrasto/tio que matou Luana concede entrevista ao Site O Pantaneiro

Valdir bateu várias vezes na menina até levá-la a morte

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Frieza! Foi assim que Valdir Coronel, 20 anos, natural de Jardim, agiu durante praticamente 2 dias, brutalmente, ceifando a vida da pequena Luana, 2 anos de idade. A menina faleceu após ser espancada com tapas e socos que ocasionaram uma grave hemorragia interna levando a vítima a óbito.

Além de ser padrasto da criança, Valdir era tio de Luana, o que causou mais espanto na sociedade. Amigado há um ano com a mãe da vítima, Marlei Franco Morini, de 28 anos, ele é irmão do pai da menina, Sebastião Coronel.

Nossa reportagem conversou com o réu confesso. Em entrevista exclusiva ao Jornal “O Pantaneiro”, minutos antes de ser conduzido para uma cela da delegacia Civil de Aquidauana, Valdir afirmou ser agressivo.

O Pantaneiro - Quando você bateu na bebê?

Valdir - Segunda de tardezinha e terça de manhã.

O Pantaneiro - A mãe da Luana não viu você agredindo ela?

Valdir - Não, ela tinha ido ao mercado, mas eu sempre batia na Luana quando ela teimava. A mãe nunca dizia nada.

O Pantaneiro - Como você agrediu a menina?

Valdir - A primeira vez foi na bunda e na cabeça dela. Bati de mão aberta, era umas 17 horas. Daí lá pelas 19 horas, quando minha mulher foi comprar umas coisinhas no mercado dei porrada no estômago e na costa da Luana. E na terça, quando eu estava sozinho com Luana, bati de punho fechado no estomago e na cabeça, isso era 11 horas e a mãe dela tinha ido no mercado pagar o que comprou no dia anterior.

O Pantaneiro - Você tem filhos? Você gosta de criança? Por que você fez isso?

Valdir - Eu não tenho filhos, mas eu gosto de criança. Eu bati nela a primeira vez (17horas) porque ela não queria comer e as duas outras vezes porque a mãe dela falou que ia separar de mim se eu fosse embora trabalhar.

O Pantaneiro - E você acredita que é assim que se conquista uma mulher, batendo no filho?

Valdir - Não...não.

O Pantaneiro - Você estava bêbado, ou sob efeito de entorpecentes quando matou a menina?

Valdir - Não, eu não uso drogas. Já usei, mas quando conheci minha mulher eu parei de usar.

O Pantaneiro - Então você estava em sã consciência quando matou a menina? Você acha justo bater numa criança indefesa? Em um filho que não é seu?

Valdir - É eu não tinha bebido. Não ia gosta se fosse meu filho e também não é certo né, bater no filho alheio.

O Pantaneiro - E se fosse ao contrário, se um cara tivesse matado um filho seu, o que você faria?

Valdir - Eu ia querer que ele fosse preso.

Por todo o tempo, o assassino de Luana respondeu as perguntas sem sentimento algum. Ele deixava transparecer que não estava arrependido e confessou ter batido na esposa em São Gabriel, onde ele trabalhava em confinamento de gado.

O que mais chama atenção e causa espanto e indignação é que ambos padrasto/tio e a mãe de Luana agiram normalmente na manhã de terça “Nós jogamos vídeo-game a manhã toda, nem percebemos nada, porque a menina tava quieta, deitada na cama”, declarou Valdir.

Valdir que tem passagem pela polícia por furto em São Gabriel, disse que toda vez que Luana teimava ele surrava a mesma. “Eu sempre batia nela, porque ela teimava com a mãe dela, e também a mãe dela não falava nada”, afirmou secamente o tio/padrasto.

Conforme declarações extra-oficiais da Polícia Civil de Anastácio, responsável pela condução do caso, a mãe da menina também estava bastante fria “Ela tava aqui bocejando, rindo, em nenhum momento chorou”, contou um policial.

O delegado titular de Anastácio Evandro Luiz Banheti Corredato confirmou que Valdir foi detido na hora do almoço dentro de um ônibus, pela PRF, em Jaraguari. “O destino dele era São Gabriel, onde iria trabalhar. Aqui ele chegou hoje (07) às 15 horas”. Prosseguindo, o delegado revelou “Eu tenho 20 anos de polícia e é a primeira vez que conduzo um caso desse nível de violência”, observou Evandro.

Se for denunciado por maus tratos seguido de morte, Valdir pode pegar no máximo 20 anos de detenção, mas se for indiciado por homicídio a pena aumenta. Quanto a mãe de Luana, que teve que ser escoltada pela polícia do cemitério até a rodoviária, tendo em vista que vizinhos queriam linchá-la, o delegado disse que tentará atribuir a ela omissão de socorro.

Diante dos exames realizados pela perícia médica, o caso se torna mais assustador, pois a criança apresentava por todo o corpo hematomas, manchas vermelhas, que confirmam tamanha crueldade.

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