Uma fábrica de iogurtes foi fechada no município de Anastácio, neste mês, por funcionar de forma clandestina, conforme informações divulgadas nesta quarta-feira (26). A operação foi realizada pelos policiais civis da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), em conjunto com os fiscais agropecuários da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e da Vigilância Sanitária Estadual e do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), entre os últimos dias 17 e 21.
Todos os produtos da fábrica de iogurtes também foram apreendidos. Além de Anastácio, a operação ocorreu nos municípios de Jaraguari, Bandeirantes, Rochedo e Corguinho, com o objetivo de combater a concorrência desleal, os crimes contra as relações de consumo e o trânsito e comércio de produtos de origem animal clandestinos.
Durante a operação nos cinco municípios, foram realizadas fiscalizações em diversos estabelecimentos comerciais e também nas rodovias, sendo apreendidas três toneladas de produtos de origem animal clandestinos, entre eles carnes bovinas, suínas, linguiça caseira e laticínios.
?As condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos comerciais fiscalizados eram precárias ou até mesmo inexistentes, contrariando, dessa forma, todas as legislações sanitárias vigentes?, explica o delegado Gomides Neto.
De acordo com a Polícia Civil, as más condições configuram não somente o desrespeito às normas de saúde pública e com as pessoas que poderão consumir tais produtos, como também à concorrência desleal, trazendo prejuízos aos fornecedores sérios que se preocupam com o produto que será fornecido aos seus clientes.
O consumo de produtos de origem animal oriundos de abates clandestinos pode acarretar diversas doenças para o ser humano, como cisticercose, brucelose, entre outras, além de transtornos gástricos e, em casos mais graves, leva a óbito.
?Os responsáveis responderão a procedimento administrativo junto à Iagro, que, posteriormente, remeterá toda documentação pertinente às Delegacias de Polícia dos municípios fiscalizados. Se indiciados, os responsáveis responderão a inquérito policial, por crime contra as relações de consumo, cuja pena pode variar de dois a cinco anos de prisão?, finaliza o delegado.