Anastácio
Agricultores familiares recebem o apoio e tem a história contatada pelos técnicos da Agraer
A fundação da Colônia Pulador, em Anastácio, guarda história de famílias que migraram para a região entre as décadas de 1930 e 1950. Hoje, os agricultores familiares são apoiados por programas de extensão rural que ajudam a manter produção tradicional e registram a historia de trabalhadores que contribuem com o desenvolvimento local. Entre as entidades que atende os produtores está a Agraer, que promoveu no fim do passado o encontro dos migrantes pioneiros da colônia como dona Otília de Arruda de Lima Brito (Didi), seo Manoel Gomes de Brito Sobrinho (Nézinho) e o seo Agnelo José do Nascimento.
Entre fatos marcantes relatados pelos moradores aos técnicos está a feira que servia para comercializar o excedente da produção. O ponto de venda funcionava onde hoje está instalado o prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em /Aquidauana – em frente ao Mercadão municipal .
Os agricultores lembram que a produção era levada de carroça e a feira contava com produtos como mandioca, maxixe, batata doce, feijão chocha bunda, quiabo, cará e a famosa farinha de mandioca que se tornou tradição, conhecida como a “Farinha do Pulador”.
Os agricultores lembram que a produção era levada de carroça e a feira contava com produtos como mandioca, maxixe, batata doce, feijão chocha bunda, quiabo, cará e a famosa farinha de mandioca que se tornou tradição, conhecida como a “Farinha do Pulador”. Seo Agnelo reside na Colônia Veredão há 67 anos e há mais de 30 anos não via seu amigo de infância Manoel (Nézinho) e dona Didi, que moram hoje na região do Capim Branco, mas cresceram juntos no Pulador.
A Agraer de Anastácio, lidada à Secretária Estadual de Produção, presta assistência técnica e extensão rural aos agricultores familiares das colônias de migrantes nordestinos. A entidade resolveu homenagear essas famílias, contando suas histórias, seus desafios e sofrimentos vividos durante o período da migração do nordeste para a região. Muitos de seus descendentes residem na região e ainda mantem as tradições nordestinas na culinária: buchada de bode, cuscuz, cabidela, farofa escaldada, bolo de massa puba, curau e o mané pelado.
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