Ajuda
Ela não pode perder a próxima consulta, caso contrário será excluída da fila de doações
Depois de sete anos de espera, Luana Andrea Farias, de 27 anos, foi colocada na fila do transplante. Diabética, ela ficou cega aos 20 anos e precisa com urgência de receber rim e pâncreas. No entanto, para conseguir a cirurgia em São Paulo, deve fazer uma consulta no que vem, cuja data pode ser marcada a qualquer momento. O problema é que a família não tem condições de arcar com os custos da viagem, mas espera receber doações.
Luana mora na Rua 18 de Março, na Vila Maior, em Anastácio, e disse que descobriu a diabetes aos sete anos e sempre levou uma vida normal. "Eu estudava e trabalhava como qualquer pessoa". No entanto, aos 20 anos ela perdeu a visão por conta da doença. "Aí minha vida parou". Por anos tentou entrar na fila de transplante em Mato Grosso do Sul, mas sem sucesso. Porém, com ajuda de uma médica de Campo Grande, foi colocada na fila no estado de São Paulo, mas, não pode perder consultas, ou então será excluída do cadastro.
"Eu já fiz duas consultas. Mas a primeira eu tive que desmarcar, porque avisaram em cima da hora e não consegui passagem", lamentou ela que depende de passagens doadas pelo poder público para se transportar. "Na outra vez eu perdi porque marcaram dois exames em datas próximas, e não liberavam duas passagens dentro do mesmo mês. Agora não posso perder mais nenhuma consulta, se não vou sair da fila", lamentou.
Ela sobrevive com salário do auxílio-doença e espera contar com apoio da comunidade para conseguir juntar dinheiro suficiente para viajar. A situação é difícil, porque todo dia ela precisa fazer pelo menos 10 horas de hemodiálise em casa. "Eu faria qualquer coisa para conseguir esse transplante", disse. A família não revelou valores, mas interessados em ajudar podem entrar em contato com a mãe dela, Nair Farias, pelo número: 67 99825 - 4956.
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