Schimene Duque Weber
Publicado em 06/01/2022 às 15:35
Atualizado em 10/09/2026 às 14:15
Luis Henrique, de 33 anos, natural do município de Anaurilândia e morador de Anastácio, ex-motorista da prefeitura da cidade, criou uma vaquinha virtual para conseguir adaptar uma cadeira de rodas especial em seu veículo.
Em entrevista ao jornal O Pantaneiro, Luis explicou que, em 2018, foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). "Eu comecei a sentir algumas dores no braço e fui ao médico para fazer um exame. No dia do resultado, descobri que estava com ELA. Por ser uma doença degenerativa, não tem cura, e hoje eu já não consigo andar", disse.

"Eu sempre preciso ir para Campo Grande para fazer consultas e exames, e aqui na cidade eu preciso fazer sessões de fono, de fisio... E como somos somente eu e minha esposa, e eu não posso andar, ela que precisa me ajudar a entrar e sair do carro. Algumas pessoas, na rua, as vezes ajudam. Quando meu cunhado pode, ele também me ajuda", contou o entrevistado.
De acordo com Luis, durante pesquisas, ele achou algo que pode ajudá-lo e, por isso, resolveu criar a Vakinha e contar sua história, em busca de doações. "Eu estava procurando e descobri uma cadeira que é adaptada no carro. Ela tem banco giratório e a base da cadeira de rodas. O problema é que essa cadeira é de fora, importada, mas tem uma especializada em Goiânia que faz a instalação do produto. Por isso o valor de R$ 25 mil", citou.
Hoje (06), às 18h (horário de MS), Luis participará de uma live com Julio Faria, onde contará um pouco mais sobre sua história. A live ocorrerá no perfil do Facebook de Julio, no link https://web.facebook.com/julio.faria.718. Você pode doar clicando aqui, ou diretamente no PIX 67992869937.
A doença
ELA ou Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença que afeta o sistema nervoso de forma degenetariava e progressiva e acarreta em paralisia motora irreversível. Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais, como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar. O físico britânico Stephen Hawking, morto em 2018, foi um dos portadores mais conhecidos mundialmente da ELA.
Não há cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica. Com o tempo, as pessoas com doença perdem progressivamente a capacidade funcional e de cuidar de si mesmas. O óbito, em geral, ocorre entre três e cinco anos após o diagnóstico. Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos depois do diagnóstico.
A descrição do seu nome, Esclerose Lateral Amiotrófica, significa: Esclerose - endurecimento e cicatrização.
Lateral - endurecimento da porção lateral da medula espinhal.
Amiotrófica - fraqueza que resulta na redução do volume real do tecido muscular, atrofia.
A ELA é uma das principais doenças neurodegenerativas ao lado das doenças de Parkinson e Alzheimer. A idade é o fator preditor mais importante para a sua ocorrência, sendo mais prevalente nos pacientes entre 55 e 75 anos de idade.
Desde 2009, o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), oferece assistência e medicamentos gratuitos, de forma integral, aos pacientes com essa doença, com base no que está cientificamente comprovado. Ainda não existem evidências em nível mundial de tratamento que levem à cura da doença.
Loterias
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