CRIME
Cidade está em luto pelo falecimento de Leise Aparecida Cruz, que foi encontrada morta dentro de casa; ela deixa uma filha grávida e um filho de apenas 3 anos
Em pleno Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a luta, a resistência e a celebração das conquistas femininas, o município de Anastácio amanhece em luto ao enterrar mais uma mulher que foi morta de forma trágica no MS. Enquanto muitas deveriam estar se preparando para celebrar este 8 de março, Leise Aparecida Cruz foi encontrada morta dentro de casa. O principal suspeito do crime é o próprio marido, Edson Campos Delgado, que inicialmente tentou sustentar a versão de suicídio, mas acabou confessando ter asfixiado a esposa. O caso se soma à preocupante estatística de feminicídios no estado do Mato Grosso do Sul.
Leise Aparecida Cruz foi encontrada morta dentro de casa, na Rua Professora Cleusa Batista, em Anastácio, na sexta-feira, 06. Inicialmente Edson Campos Delgado disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio.
A Polícia Civil foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar após receber a informação sobre o caso. Investigadores, acompanhados pelo delegado responsável Ronaldo Jacob e pela perícia, foram ao local, onde constataram que a área já estava preservada pelo Corpo de Bombeiros.
Segundo o relato inicial do suspeito, ele saiu para trabalhar por volta das 7h, deixando a esposa em casa. Por volta das 13h, retornou para levar o almoço e disse que ela aparentava estar bem, voltando em seguida ao trabalho. À noite, por volta das 22h30, ao retornar, encontrou a residência totalmente escura, o que considerou estranho. A porta principal estava trancada, então ele entrou por outra porta com vidro quebrado. Dentro da casa, encontrou a esposa deitada na cama, de bruços. Sem obter resposta ao chamá-la, acionou o Corpo de Bombeiros, que confirmou o óbito.
Durante o depoimento, Edson também relatou que a esposa sofria de depressão, fazia uso de medicação controlada e já teria tentado suicídio anteriormente. Ele mencionou ainda que Leise reclamava de dores no estômago após usar Mounjaro, medicamento para perda de peso adquirido no Paraguai.
Com o avanço das investigações, porém, Edson confessou ter matado a esposa por asfixia. Perícia no local e exame necroscópico foram solicitados para esclarecer as circunstâncias da morte. Este já é o 6º caso de feminicídio registrado no Estado, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Muito conhecida e querida pelos moradores do bairro Afonso Paim, Leise Aparecida Cruz era descrita por amigos e vizinhos como uma pessoa amável, atenciosa, vaidosa e extremamente carinhosa com todos ao seu redor. A vítima deixa dois filhos: uma filha, que está grávida, e um menino de apenas 3 anos. O seu enterro aconteceu na manhã deste domingo (8), dia em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o que tornou a despedida ainda mais marcada pela comoção entre familiares e amigos.
Estamos em luto mais uma vez. Neste momento de extrema dor, prestamos nossa solidariedade a toda a família e amigos de Leise Aparecida.
Saúde
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