Eleições 2026
Luciano Beladelli detalha planos para imprevistos e espera maior participação; segundo turno tem votação mais simples
Publicado em 25/10/2026 às 16:33
O juiz eleitoral Luciano Pedro Beladelli, da 49ª Zona Eleitoral / Reprodução/O Pantaneiro
A Justiça Eleitoral tem procedimentos previstos para garantir a continuidade da votação mesmo em situações de falta de energia ou problemas na transmissão dos dados. Em Anastácio, o juiz da 49ª Zona Eleitoral, Luciano Pedro Beladelli, também com jurisdição sobre Dois Irmãos do Buriti, explicou como funcionam as medidas de segurança e afirmou acreditar que a participação dos eleitores será maior neste segundo turno das Eleições 2026, neste domingo (25).
“Nós temos todo um aparato necessário para que ninguém fique sem votar, então às pessoas falam às vezes, por exemplo que acabou a energia e não vão mais votar, isso não existe. A nossa urna tem uma bateria que dura 12 horas, e após isso, se for necessário, nos trocamos a urna, mas não o pen drive. O pen drive contendo os votos só é retirado e colocado na outra [urna] e flui normalmente. As pessoas podem ficar despreocupadas, caso falte energia, como foi da outra vez [primeiro turno marcado por temporal}, que tudo flui como nós programamos”, afirmou.
O magistrado citou como exemplo a situação registrada no Assentamento Monjolinho, durante o primeiro turno, quando houve interrupção no fornecimento de energia elétrica. Na ocasião, a urna continuou funcionando com a bateria interna, mas a falta de conexão à internet impediu a transmissão dos dados diretamente do local.
Segundo Beladelli, nesses casos, há uma alternativa para levar o equipamento até a sede do cartório eleitoral e realizar o procedimento. Ele ressaltou que a Justiça Eleitoral trabalha com diferentes estratégias, previamente organizadas, para lidar com imprevistos e garantir o andamento do pleito.
O juiz também avalia que a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pode estimular a presença dos eleitores nas urnas. No primeiro turno, realizado em 04 de outubro, Anastácio registrou 4.891 abstenções, o equivalente a 26,87% dos 18.203 eleitores aptos a votar.
“Quanto a essa questão acirrada que temos por conta dos dois candidatos, penso que a abstenção será menor em Anastácio e no Brasil todo, penso que as pessoas irão votar mais, sim, estou acreditando nisso”, declarou.
Beladelli lembrou que, diferentemente da primeira etapa, quando os eleitores precisaram escolher candidatos para seis cargos, neste domingo a votação é apenas para presidente da República. A mudança torna o processo mais rápido e tende a reduzir o tempo de permanência nas cabines.
“No primeiro turno eram seis votos, agora é um só, então é bem mais simples, mais fácil, menos filas”, explicou.
O magistrado também observou que muitos eleitores têm o hábito de comparecer às urnas logo no início da manhã, período em que pode haver maior concentração de pessoas. Para quem tem disponibilidade, ele sugere, neste e nos próximos pleitos, considerar o período após o almoço, quando o movimento costuma ser mais tranquilo.
A chuva também foi mencionada na avaliação. No primeiro turno, um temporal atingiu a região durante a votação, com chuva intensa e granizo. Neste domingo, a precipitação foi menos intensa até o momento da entrevista, mas a organização prevê medidas para proteger os equipamentos e as equipes envolvidas caso o tempo mude.
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