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ANASTÁCIO

Farinha do Pulador mantém viva a cultura artesanal na Festa da Farinha de Anastácio

Aristeu, conhecido como o "Rei da Farinha do Pulador" junto a sua família demonstraram no evento que a tradição atravessa gerações

O Pantaneiro

Um dos espaços que mais chamou a atenção dos visitantes durante a Festa da Farinha 2026, em Anastácio, foi o da tradicional Farinha do Pulador, onde o público pôde acompanhar, ao vivo, todas as etapas da torra artesanal da farinha de mandioca.

No coração do evento, considerado a maior festa da agricultura familiar de Mato Grosso do Sul, um grande tacho sobre um forno a lenha foi instalado para que moradores e turistas conhecessem de perto um trabalho que atravessa gerações e preserva uma das mais importantes tradições da região.

À frente da demonstração estava o senhor Aristeu, conhecido como o "Rei da Farinha do Pulador", referência na produção artesanal e um dos responsáveis por manter vivo o legado familiar. Ao seu lado estavam filhos, netos e bisnetos, reunindo até a quarta geração da família na produção da farinha.

Em entrevista ao O Pantaneiro, o filho de Aristeu, Aristides, destacou que o trabalho é resultado da união da família e da vontade de preservar uma tradição iniciada ainda pelo bisavô.

"É uma junção de força de vontade para manter esse trabalho que vem desde o nosso bisavô. Tudo continua sendo artesanal, do jeito que sempre foi, porque acreditamos que essa é a essência da nossa farinha", afirmou.

Segundo Aristides, a produção exige atenção constante e muito conhecimento. Um dos principais segredos está no controle da temperatura durante a torra.

"O calor do forno não pode diminuir. Se a temperatura cair, a farinha perde qualidade. É um processo que exige experiência e cuidado o tempo todo", explicou.

Ele também ressaltou que existem diversos tipos de farinha, e que cada um demanda um método específico de preparo.

"Cada farinha tem um tipo de trabalho. É um processo bastante detalhado, trabalhoso e feito com muito carinho. É isso que diferencia o produto artesanal daquele produzido pela indústria. Aqui existe dedicação em cada etapa."

A presença da Farinha do Pulador na Festa da Farinha foi além da demonstração do processo produtivo. O espaço se transformou em um verdadeiro encontro entre tradição, cultura e história, despertando a curiosidade de visitantes de todas as idades, que acompanharam de perto cada fase da produção e conheceram o cuidado envolvido na fabricação artesanal.

Ao valorizar famílias como a de Aristeu, a Festa da Farinha reafirma seu papel na preservação das raízes culturais de Anastácio e no fortalecimento da agricultura familiar, mostrando que tradição, conhecimento e identidade continuam sendo os principais ingredientes de uma farinha produzida com dedicação há várias gerações.

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