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Frigorífico de Anastácio emprega cerca de 600 funcionários / Luiz Guido Júnior

Cerca de 500 funcionários da JBS de Anastácio protestaram em frente à Prefeitura Municipal na manhã desta quinta-feira (19) após paralisação geral da unidade no município. A empresa de alimentos também travou as atividades em outros seis frigoríficos de Mato Grosso do Sul após bloqueio de R$ 730 milhões. O frigorífico de Anastácio emprega cerca de 600 funcionários.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Frigorifico, Gilvani Alves dos Santos, disse à reportagem que a mobilização tem o intuito de chamar a atenção das autoridades.

“O governo bloqueou as contas e não tem como os funcionários continuarem os trabalhos. O problema é que a situação preocupa os trabalhadores sobre o pagamento do final do mês” explicou o sindicalista.

Funcionários usaram cerca de cinco carros de bois para fecharam a rua da prefeitura, na Rua Joao Leite Ribeiro.

A paralisação das atividades em MS, um dos maiores Estados produtores de gado do Brasil, ocorre devido a uma "insegurança jurídica" após dois pedidos de bloqueio de recursos feitos por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembleia Legislativa, que somaram 730 milhões de reais por supostos prejuízos fiscais causados ao Estado.

O vice-presidente da Câmara de Anastácio, vereador Prof. Aldo (PDT), informou durante o protesto que a Casa está elaborando um documento em nome do legislativo para o presidente da CPI, que solicitou o bloqueio.

“Quem não luta pelas direitos não merece tê-los, e vocês só querem trabalhar. Eu não poderia deixar de estar aqui (na manifestação) primeiro por ser ex-funcionário de frigorífico e por já ter passado pela mesma situação, e por ser fundador deste sindicato. Falei na sessão da última terça-feira e chamei a atenção da câmara de vereadores para esta situação e propus um ato em prol dos trabalhadores. Estamos elaborando um documento para enviar ao presidente da CPI que solicitou o bloqueio da empresa”, explicou o vereador.

Salário garantidos

A paralisação preocupou trabalhadores que precisam do salário para o sustento família. Mas de acordo com a companhia, os colaboradores continuarão recebendo seus salários normalmente até que a companhia tenha uma definição sobre a questão em Mato Grosso do Sul.

"A JBS esclarece que está empenhando seus melhores esforços para a manutenção da normalidade das suas operações e trabalha para proteger seus 15 mil colaboradores diretos e 60 mil indiretos em Mato Grosso do Sul", disse a empresa.

A assessoria de imprensa da JBS afirmou que a companhia entende que qualquer questão relacionada a ressarcimento de recursos por supostas irregularidades está coberto pelo acordo bilionário de leniência realizado pela holding do grupo, a J&F.

Parte dos recursos bloqueados são detidos pela J&F, acrescentou a assessoria.

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