Alvará foi expedido na quarta-feira, dia 8, após decisão reconhecer decurso do prazo legal da prisão temporária
Divulgação/PM-MS
A Justiça expediu, na tarde de quarta-feira, dia 8, o alvará de soltura dos policiais militares envolvidos na abordagem que resultou na morte de Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, ocorrida no dia 31 de março em Anastácio. Os militares estavam presos desde o dia 3 de abril, após pedido da Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.
A decisão judicial reconheceu o decurso do prazo legal da prisão temporária e destacou a ausência, até o momento, de elementos concretos que justificassem sua prorrogação. Segundo informações apuradas, os militares ainda permanecem no Presídio Militar Estadual (PME) aguardando o cumprimento do alvará de soltura.
A Associação das Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (ASPRA-MS) informou oficialmente a expedição do alvará e enalteceu a atuação de seu corpo jurídico no caso. Em nota, a associação afirmou que a medida representa "um importante restabelecimento da legalidade e reforça a necessidade de respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência, sem prejuízo do regular prosseguimento das investigações".
A ASPRA-MS destacou ainda que seguirá vigilante, prestando todo o apoio necessário aos associados e confiando que a apuração dos fatos continue ocorrendo com equilíbrio, imparcialidade e estrita observância da lei.
A abordagem que terminou na morte de Wellington dos Santos Vieira ocorreu na madrugada do dia 31 de março e ganhou repercussão após câmeras de segurança registrarem a ação. O rapaz possuía mandado de prisão em aberto e era suspeito de envolvimento na morte de Maria Clair Luzini e Vilson Fernandes Cabral.
A versão apresentada pelos policiais militares é de que, no momento da abordagem e da voz de parada, Wellington teria sacado uma faca que estava em seu calção e investido contra um integrante da equipe. No entanto, familiares da vítima negam que ele tenha reagido e acusam os militares de execução.
O laudo necroscópico do corpo de Wellington, obtido pelo Jornal Midiamax, revelou que ele sofreu fratura de base de crânio provocada por disparo de projétil de arma de fogo. O exame descreve "ferida perfurocontusa na região mandibular esquerda", ou seja, no rosto. O projétil seguiu em direção à base do crânio e está alojado na região carotidiana à direita.
A defesa de Wellington, representada pelo advogado Walisson dos Reis, nega que ele tenha envolvimento no duplo homicídio que antecedeu sua morte. "Não estava envolvido e não participou. Hoje levamos na delegacia cinco testemunhas para a delegada ouvir e essas testemunhas não reconheceram Wellington como sendo a pessoa que tenha participado. Então não é verdade", declarou.
O advogado afirmou ainda que o caso será levado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para apuração. "A gente assiste ao vídeo e entende que foi uma execução praticada por policiais militares em serviço contra uma pessoa já rendida. Nas imagens não vemos ele com arma ou faca, e sim assistimos a uma execução", pontuou.
Com a soltura dos policiais, as investigações seguem em andamento. A Justiça determinou que não havia elementos suficientes para manter a prisão temporária, mas o caso continua sendo apurado para esclarecer todas as circunstâncias da abordagem que resultou na morte de Wellington dos Santos Vieira.
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