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O lixão localizado no Jardim Independência, em Anastácio, está causando cada vez mais transtornos à população do município e provocando a ira daqueles que acreditaram na promessa de campanha feita pelo Prefeito Nildo Alves (PSDB), que disse, ainda em 2016, que removeria o aterro no início de 2017. Abril de 2018 e, até o momento, nada foi feito.

A equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro" foi até o local na manhã desta quarta-feira (18) para conversar com populares que, recentemente, estão tendo problemas com a fumaça provocada pela constante queima de lixo na região. A autônoma Verônica Cardoso de Barros, de 27 anos, é moradora da rua Campo Grande e demonstrou descontentamento com a situação. "É horrível essa fumaça, principalmente durante a noite. O cheiro é muito desagradável e toma conta de tudo, apesar de não ser constante. Eu tenho filhos e fico preocupada, porque isso pode comprometer a saúde das crianças", pontuou.

Ela também lembrou da promessa feita pelo prefeito durante a campanha. "A gente só queria que ele fizesse o que prometeu. Na época, disse que até dia 5 de janeiro tiraria o lixão daqui e, até agora, não tirou nada. Pelo visto, não vai tirar", protestou.

O senhor Generino Pinheiro de Lisboa, de 59 anos, também mora na rua Campo Grande e reclamou da proximidade do lixão de sua residência. "Não dá cinquenta metros daqui até ali. Conviver com essa situação é horrível porque tem gente de idade, tem criança, tem pessoas com problemas de saúde, e a gente precisa viver com isso. É uma falta de vergonha que o prefeito arraste há tanto tempo essa mentira de que vai tirar isso daqui, sendo que não vai fazer. Dizem que tem terreno comprado, que está tudo certo, mas, há anos, a gente vive a mesma situação. Quando chove, o cheiro fica ruim. Quando esquenta, pega fogo. O povo não tem mais condição de aguentar essa situação", enfatizou. 

A catadora de lixo Rosangela Rondon, de 35 anos, falou em nome dos 12 outros trabalhadores de reciclagem que atuam no local. "Eu trabalho aqui há 15 anos. As vezes o pessoal acha que a gente coloca fogo aqui, mas só trabalhamos durante a semana, e a maioria dos incêndios ocorrem nos fins de semana, quando não tem ninguém aqui. A gente precisa pegar os plásticos pra trabalhar, então é errada essa ideia de que a gente é responsável por isso", disse.

O jornalismo do "O Pantaneiro" tentou entrar em contato com os secretários responsáveis, mas não obteve sucesso até o fechamento desta reportagem. 

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