Aquidauana
Vendedor conta que, com três flhos para cuidar, viu oportunidade de dar a volta por cima
Quem passa pelas ruas, lojas e estabelecimentos comerciais do centro de Aquidauana talvez já tenha visto ou até mesmo comprado os lanches com cafezinho, chá, suco ou leite de um vendedor inusitado da cidade, que criou uma banca suspensa, semelhante às que sempre aparecem nos jogos esportivos retratados em diversos filmes de Hollywood.
Foi em meio a uma situação difícil de vida que Gerlison dos Santos, 31 anos, teve a ideia de oferecer salgados no comércio da cidade. “No início foi muito difícil, mas tenho 3 filhos lindos para criar que são o motivo de eu acordar todos os dias e lutar pelo bem-estar deles”, relata com orgulho.
Gerlison “matutou” de qual forma começaria a oferecer os quitutes, produzidos por ele e por sua mulher, na casa alugada na Vila Maior, em Anastácio. “Pensei numa forma em que pudesse entrar e transitar com mais facilidade nas lojas. Sabia que existia essa banca suspensa, mas eu mesmo criei a minha” diz enquanto segura seu material de trabalho sobre os ombros.
Comodidade ao cliente
Pensando em facilitar suas vendas e numa forma eficiente de apresentar seus produtos, Gerlison passou a andar com sua banca suspensa no centro da cidade. “Em 2016, quando fiquei desempregado, pensamos em oferecer os salgados da melhor maneira aos clientes”, relembra.
Nesta época, sem ter uma opção de trabalho fixo, a ideia foi arregaçar as mangas e empreender como ambulante. Isso fez com que o vendedor conquistasse diversos clientes na região central de Aquidauana. “O pessoal aqui já me conhece. Graças a Deus eu tenho muitos clientes fiéis”, conta com satisfação e um largo sorriso no rosto.
A mulher de Gerlison também trabalha nas ruas do centro de Aquidauana, vendendo geladinhos. “Nós trabalhamos bastante. Começamos às 7h30 e vamos até o final da tarde vendendo aqui no comércio da região.”
Inspiração aos jovens
No momento, o vendedor de salgados também recebe em sua casa, todos os dias, quatro jovens que estão aprendendo com ele e sua mulher a produzir salgados, sem custo algum. “No começo, foi muito difícil, porque tivemos que aprender [do zero] como fazer os salgados. E para dar uma oportunidade a eles, para que sigam um bom caminho, eles nos acompanham, vendo como produzimos as massas, a montagem dos lanches, tempo de forno, etc. Dessa maneira, eles também terão uma profissão digna”, finaliza.
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