Aquidauana
O flagrante por estupro de vulnerável ocorreu em 2016
Investigado pelo furto de 101 quilos de cocaína na Delegacia de Aquidauana, o delegado Eder Oliveira, 50 anos, responde por outros três processos sendo um deles por estupro de vulnerável e dois relacionados a desvio de 68 bezerros.
O flagrante por estupro de vulnerável ocorreu em 2016 e corre em segredo de justiça em Rio Verde de Mato Grosso, onde já foi lotado. Conforme informe feito à Corregedoria da Polícia Civil, questionado sobre o crime, ele nega autoria.
Os outros dois processos, peculato e improbidade administrativa, no período em que Eder era o delegado titular em Rio Verde, se referem ao desvio de bezerros que haviam sido apreendidos irregularmente pela Polícia Civil, segundo denúncia do MPE (Ministério Público Estadual).
O desvio de 68 bezerros avaliados em R$ 81,6 mil, teria acontecido entre janeiro e abril de 2015. De acordo com MPE, a vítima iria transportar gado de Corumbá e Aquidauana para Sonora. Durante o transporte, 68 animais apresentaram fraqueza e ficaram em uma fazenda em Rio Verde, depósito que foi acompanhado pelo capataz.
Além de Eder, o capataz da fazenda de 40 anos, um pecuarista, um investigador de 53 anos e um comerciante de 41 anos, são apontados por constituírem organização criminosa com objetivo de praticar infrações penais.
Em janeiro de 2015, o investigador de polícia foi até a fazenda e apreendeu os bezerros, argumentando que teriam sido furtados, crime que teria sido testemunhado pelo capataz, tendo registrado boletim de ocorrência.
O gado foi recolhido e um primo do investigador foi nomeado fiel depositário, mas, conforme denúncia, 61 animais foram levados para a fazenda. O gerente dessa propriedade, teria sido responsável por vender quatro animais, sendo que outros três ficaram com o capataz.
Quando a vítima apresentou documentação ilícita, foram encontradas 61 cabeças. O investigador disse que três ficaram como pagamento pelo aluguel do pasto e o outro não saberia dizer o que aconteceu.
O promotor Matheus Becker pede condenação por peculato e perda dos cargos públicos, no caso dos policiais. Outra ação, de dezembro de 2018, a denúncia é pelo crime de improbidade administrativa no mesmo caso.
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