Investigações
Policiais reforçam o empenho da corporação em esclarecer o caso
O atual delegado do 1º Distrito de Polícia Civil de Aquidauana, Wilkson Vasco Francisco Lima Barros e a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DAM), Nelly Gomes dos Santos concederam entrevista ao site O Pantaneiro, na tarde desta terça-feira (25) e esclareceram algumas informações sobre a prisão do delegado, Eder Oliveira Moraes, acusado de envolvimento no furto de 100 quilos de cocaína, no dia 10 de junho.
Vasco ressaltou que algumas informações ainda não podem ser divulgadas, a fim de não atrapalhar o andamento das investigações. No entanto, confirmou que até o momento, 12 pessoas foram presas, mas, somente Moraes é servidor estadual da Força Policial.
“Não escolhemos alvos e sim, crimes. Também queremos reforçar junto à população que confie na atuação da polícia. Somos honestos, trabalhadores e estamos nos empenhando para esclarecer os fatos sob investigação”, pontua.
INFORMAÇÕES DESENCONTRADAS
Sobre o burburinho causado em razão da prisão de uma autoridade policial, o delegado destaca que é preciso cuidado com a divulgação de notícias baseadas em conjecturas pessoais.
“Eu e a delegada Nelly estamos atuando juntos nesse trabalho, no qual temos todo apoio da Corregedoria, a fim de esclarecermos as acusações, ainda que tenhamos que cortar a própria carne. Porém, é importante esclarecer que não existem mais policiais presos conforme foi veiculado em alguns órgãos da imprensa, tanto da Polícia Militar quanto da Civil”, esclarece.
O delegado do 1º DP acrescenta que é incorreta a informação de que o entorpecente furtado estivesse armazenado no distrito há quase dois anos. “A droga deu entrada na delegacia no dia 30 de maio e no dia 10 de junho foi verificado que não estava mais no local. Desde então trabalhamos incansavelmente, a fim de localizar e interceptar os envolvidos e o produto”, acrescenta.
INVESTIGAÇÕES CONTINUAM
A delegada titular do DAM, Nelly Gomes dos Santos, reforça ainda que os demais envolvidos não são policiais e o delegado Moraes não foi exonerado ou demitido do cargo, ele está afastado das funções e preso preventivamente.
“As investigações são desenvolvidas em etapas e com cautela na divulgação, a fim de não comprometer o resultado. Vamos esclarecer os fatos, ainda que esteja muito próximo a nós. Nosso lema é ‘Servir e Proteger’ e o cumpriremos sem pensar duas vezes, doa a quem doer”, argumenta.
Vasco lembra que o delegado Moraes terá direito de se defender e enfrentará um processo administrativo interno. Contudo, a informação que pode ser confirmada até o momento é de que a prisão aconteceu em decorrência do envolvimento com o furto da droga, e por ter sido encontrada uma arma sem registro na propriedade do delegado.
Sobre a transferência do delegado, Evandro Luiz Banheti Corredato, para Campo Grande, Vasco explica: “O delegado Evandro já tinha sido convidado outras vezes para ser transferido para Capital. O que aconteceu foi uma reformulação administrativa que coincidiu de ser formalizada no mesmo período das investigações. Tanto é que mesmo com a transferência em andamento, ele nos auxiliou e concedeu total independência no andamento das investigações. O apoio fornecido contribuiu bastante para a agilizar o tempo de resposta em nosso trabalho”, conclui.
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