Aquidauana
Ministério Público divulgou detalhes da Operação Balcão de Negócios
O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual deu detalhes a respeito da Operação Balcão de Negócios, deflagrada no mês passado e que terminou com a prisão do delegado Eder Oliveira Moraes, titular da Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, que usava a unidade para negociar vantagens ilícitas.
Segundo o Gaeco, até o momento, as investigações, que se iniciaram em fevereiro de 2019, por meio de solicitação da 3ª Promotoria de Justiça de Aquidauana, com foco na atuação funcional do delegado, possibilitaram o oferecimento de denúncias em desfavor vários investigados.
Entre eles, dois investigadores de Polícia Civil foram denunciados pelo crime de corrupção, por várias vezes (em continuidade delitiva), por darem proteção ilegal, omitindo-se a praticar ato de ofício, em razão do recebimento de propina, a um empresário do ramo de extração, beneficiamento e transporte de madeira, crimes pelos quais também está sendo processado o delegado. Eles chegaram a ser soltos nesta semana, mas voltaram para a prisão.
Eder, um dos investigadores e dois advogados de Aquidauana respondem pelos crimes de corrupção. O Delegado de Polícia também está sendo processado por concussão. Constatou-se que Eder utilizava seu local de trabalho como um balcão de negócios voltado à obtenção de vantagens econômicas indevidas, valendo-se dos referidos advogados para a consecução de seus objetivos criminosos.
O referido Delegado de Polícia convencia, pressionava e até intimidava pessoas em situação de flagrância ou que, por qualquer outro modo, tinham sido conduzidas à Delegacia de Polícia de Aquidauana para que contratassem certos advogados e, em contrapartida, recebesse ilicitamente parte dos valores repassados. As investigações apontaram que o Delegado de Polícia assim agiu, ao menos, em 14 episódios distintos.
Eder, uma advogada e mais oito pessoas respondem por integrarem uma organização criminosa de traficantes de drogas da região de Aquidauana e adjacências. O delegado dava proteção aos traficantes, repassando informações sigilosas, entre outros expedientes criminosos. Durante as investigações foram feitas prisões em flagrante de nove pessoas que, antes da investigação do Gaeco, conseguiam atuar impunemente na região.
Dois homens foram denunciados por tráfico de armas. “Importante destacar que a subtração de mais de 100 Kg de cocaína da Delegacia de Polícia de Aquidauana ocorreu enquanto se desenvolviam os trabalhos do Gaeco, tendo sido investigada pela Corregedoria da Polícia Civil com a participação da 3ª Promotoria de Justiça de Aquidauana”, destacou o Gaeco em nota.
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