Feminicídio
A morte de Rose Meire Fermino de Andrade Mendonça, mais conhecida como Pastora Cida, deixou toda a vizinhança triste. Segundo Marilene Gonçalves dos Santos, de 37 anos, que mora ao lado da Igreja Pentecostal Bandeira da Vitória, onde a vítima vivia e mantinha o Projeto Família Vitoriosa, o momento é de muita dor.
“Ela ficava com meus filhos no projeto para eu poder trabalhar. Muitas mães contavam com essa ajuda dela. Chegamos a perceber que depois da separação ela ficou muito triste e isolada, mas mesmo assim não abandonou seus fiéis e sempre estava com todos na igreja, na hora do culto ela se transformava e chamava todos de irmãos”, disse.
A prima Ana Cristina da Silva de Brito lembra que Cida era uma pessoa incrível. “Procurava sempre ajudar os amigos. Não ajudava só quem era sua família de sangue, ela tratava todos de forma igual e os chamava de irmãos. Para ela, todos eram da mesma família”, explicou.
Conforme noticiado, na noite desta terça-feira Cida realizava culto, quando foi atingida por três tiros desferidos pelo ex-marido Carlos Alberto Mendonça, de 58 anos. Após o crime, ele voltou ao local e tentou suicídio, mas foi socorrido pelo filho. O filho chegou a tirar a arma da mão dele e a jogá-la, e a polícia informou que fará buscas pelo objeto, conforme o delegado Jackson Frederico Vale.
Em plena luz do dia
Homem estava sentado em frente à própria casa quando foi abordado; documentos pessoais e cartão do benefício também foram levados
SOLIDARIEDADE
Ele passou 16 dias na UTI e ficou dois meses na clínica médica do HRMS; esposa acompanha a recuperação no Hospital São Julião
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