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Aquidauana

Justiça decreta prisão preventiva de policial que matou colega por ciúmes

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Por representação da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana e responsável pelas investigações da morte do policial militar Jurandir Miranda, 47 anos, o juiz Giuliano Máximo Martins, da Vara Criminal de Aquidauana, decretou a prisão preventiva do soldado Izaque Leon Neves, 33 anos, acusado do crime.

Ciúmes da ex mulher seria o motivo do soldado Izaque assassinar com sete tiros o colega de farda Jurandir, na noite de quinta-feira (24), em uma lanchonete localizada na Rua Campo Grande, no Bairro Ovídio Campos, em Aquidauana. Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Civil, a vítima chegou ao estabelecimento em sua moto e Izaque que era proprietário do estabelecimento e estava sentado em uma cadeira se levantou, sacou uma pistola da carga da Polícia Militar e desferiu 7 tiros contra o cabo.

Jurandir ainda estava em cima da moto quando foi atingido pelos primeiros disparos. Já no chão, o cabo continuou a ser alvejado por Izaque, que segundo testemunhas ainda teria tentado esganá-lo. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu momentos após dar entrada no hospital local.

A ex mulher do soldado procurou a Polícia Civil para prestar depoimento e disse que pouco antes de matar Jurandir, o policial telefonou para ela e a ameaçou, dizendo que caso fosse vista com outro homem, seria morta na presença dos 2 filhos que eles têm em comum. Temendo por sua vida, a mulher solicitou medidas protetivas de urgência, que também foram deferidas pelo juiz no ato da decretação da prisão de Izaque, sendo que o magistrado ainda suspendeu o porte de arma do policial.

A Polícia Civil apreendeu imagens de câmeras de segurança existentes em um comércio em frente a lanchonete de Izaque, que filmaram toda a ação e mostram que um outro policial militar testemunhou o crime, e teria sido ele quem tirou a arma do acusado e ainda o impediu de esganar a vítima. Em depoimento prestado na tarde de hoje na 1ª DP de Aquidauana, o policial confirmou os fatos e disse que não viu nenhuma arma com Jurandir no ato do crime.

O corpo do cabo Jurandir foi encaminhado para necrópsia, sendo que após a perícia foi liberado à família. As armas, utilizadas tanto pelo acusado como pela vítima, teriam sido recolhidas pelo comando local da Polícia Militar, que até o momento não as apresentou a Polícia Civil. Por este motivo, a Polícia Civil encaminhou ofício à corporação requisitando as armas para serem periciadas, no intuito de esclarecer se houve ou não troca de tiros.

Atribuição.

Em manifestação favorável à decretação da prisão do acusado, o Ministério Público de Aquidauana foi categórico e afirmou ser atribuição da Polícia Civil a apuração do homicídio, já que tanto a vítima quanto o autor estavam de folga no momento dos fatos.

Foragido

Com a prisão preventiva decretada pela Vara Criminal de Aquidauana, com mandado que teve validade até ontem, 25 de outubro de 2019, Izaque Leon Neves é considerado foragido da Justiça. Quem tiver informações sobre o paradeiro do acusado deve entrar em contato com a Delegacia da Polícia Civil de Aquidauana, através dos telefones (67) 3241-2876 e (67) 3241-2020 ou ainda no celular 67 99987-9035, que funciona 24 horas por dia.

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