O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou recurso e manteve a absolvição do policial militar aquidauanense Izaque Leon Neves, 35 anos.
Segundo divulgado pelo portal Campo Grande News, em outubro de 2019, ele matou Jurandir Miranda, de 47 anos, também policial militar, em uma lanchonete de Aquidauana.
Para a promotoria, a absolvição por legítima defesa foi resultado de interpretação equivocada das provas. Izaque informou que fez os disparos por acreditar que Jurandir, ao fazer movimento em direção a uma pochete, iria sacar a arma.
“Se realmente tivesse esse propósito, evidentemente que ele [Jurandir] não colocaria sua arma de fogo em uma pochete, mas em um local de fácil acesso para poder saca-la, máxime porque o alvo também é policial militar e, por óbvio, que reagiria à sua conduta neste cenário”, informa o MP na apelação criminal.
Durante julgamento realizado ontem (dia 29), a 3ª Câmara Criminal do TJMS, por unanimidade, negou provimento ao recurso que pedia a condenação de Izaque Neves.
Rixa - Soldado da PM (Polícia Militar), Izaque Leon Neves matou o cabo Jurandir Miranda, que estava lotado na PMA (Polícia Militar Ambiental) a tiros. O caso aconteceu em uma lanchonete de Aquidauana no dia 24 de outubro de 2019.
Izaque teria assassinado o colega policial por ciúmes de sua ex-mulher, que era atual namorada de Jurandir. Segundo relatos de testemunhas à Polícia Civil, os dois já haviam discutido por diversas vezes e trocado ameaças. A situação era tão grave que ambos, por causa da rixa, chegaram a sofrer punições militares.
Após a absolvição de Izaque, a família de Jurandir colocou outdoor para protestar. A placa dizia: “Não é legítima defesa, é corporativismo”.