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Aquidauana

Prefeitura de Aquidauana inaugura Memorial da Paz em referência à Tríplice Aliança

Com a presença do Prefeito Odilon Ribeiro e várias autoridades o evento foi uma viagem num período da História do Brasil

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O prefeito Odilon Ribeiro e o comandante do 9º Batalhão de Engenharia e Combate “Carlos Camisão”, o Tenente-Coronel Felipe Araújo Barros, realizaram na manhã desta terça, 27, a inauguração do Memorial da Paz, um monumento em homenagem aos bravos heróis que lutaram na Guerra da Tríplice Aliança (quando o Brasil, Argentina e Uruguai, formaram a Tríplice Aliança para combater o Paraguai 1864 e 1870). 

Autoridades presentes na cerimônia - Foto: Ronald Regis

A cerimônia realizada na praça da Matriz, em frente à Câmara municipal de Aquidauana, contou ainda com a presença da primeira dama do município, Maria Eliza Ribeiro, do presidente da Câmara, vereador Nilson Pontim (MDB) e os demais vereadores que compõem a casa de leis, do diretor do Instituto Morro Azul, professor Elbio Gasoso, professor Paulo Corrêa, além de secretários municipais, representante da segurança pública, do judiciário da educação, da prefeitura e câmara de Anastácio e demais convidados. 

Cerimônia do hasteamento das bandeiras - Foto: Ronald Regis / O Pantaneiro

Após o hasteamento da Bandeira do Brasil, do Mato Grosso do Sul e de Aquidauana, e o canto do Hino Nacional, foi iniciada a cerimônia com discursos, entre eles o do prefeito Odilon Ribeiro, que destacou a importância da paz, da proposta do monumento e da importância dele para a cultura, o turismo e ao povo de modo geral.

“Um povo que não conhece a sua história, um povo que não tem memória, um povo que não tem cultura, não é um povo que vai ter futuro. Uma pena que é uma luta fazer cultura nesse país. Tínhamos um marco aqui que poucas pessoas conheciam, que foi gravado no centenário, em 1970, no centenário do final da Guerra da Tríplice Aliança com o Paraguai. Pouca gente, professor Elbio, professor Paulo Corrêa, tinha para ver esse monumento.  E os senhores através do nosso exército brasileiro, estão recuperando a memória e a cultura de um país, de uma região rica, que lutou. Que essa guerra sirva, para que nós, um povo moderno, um povo mais aculturado, jamais peguemos em armas de novo se Deus assim quiser. Mas que sirva também para nosso turismo, essa rota, da retirada da laguna que pode ser um grande pontapé inicial para uma rota turística. Turismo de história, turismo de guerra, dos nossos antepassados”.

Prefeito Odilon Ribeiro em seu discurso - Foto: Ronald Regis / O Pantaneiro

  

O comandante do 9º Batalhão de Engenharia e Combate “Carlos Camisão”, o Tenente-Coronel Felipe Araújo Barros, também falou sobre a importância do monumento, da paz e da união que hoje vivem Brasil e Paraguai.

“Nesse contexto, a nossa América do Sul viveu a mais sangrenta guerra, o mais sangrento conflito bélico de toda a nossa região da América. Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, estiveram envolvidos nesse conflito que ceifou tantas vidas, mas que faz parte da história dos nossos povos, da história do nosso continente.  E sendo ele parte da nossa história, é necessário ser lembrado.  Nesse evento, a nossa região de Aquidauana, do Mato Grosso do Sul, viveu um momento de grande importância que foi a Retirada da Laguna. Nesse evento, soldados brasileiros, barrancos, negros, e índios, lado a lado, lutaram para assegurar as suas terras e lutaram pelos seus ideais, por aquilo que acreditavam e derramaram o seu sangue, e fizeram o sacrifício, maior pelo seu país. Os nossos soldados paraguaios também lutaram bravamente nesse evento, e também se sacrificaram. Hoje, nós podemos celebrar o fato que nossa América do Sul, é um dos locais mais  pacíficos do nosso  planeta”.

Hoje, no mesmo local onde em 1970, foi inaugurado por ocasião dos 100 anos do fim da guerra do Paraguai, um monumento, inaugurou-se em celebração a esse novo tempo entre as nações da América do Sul, o Monumento da Paz, que permanece cravado no mesmo solo, para apreciação, conhecimento e cultura de tantas novas gerações que por aqui passarem.  Num encontro com a modernidade o Monumento da Paz, traz um QR code, onde todas as pessoas poderão através dele, acessar muito mais conhecimento e sabedoria acerca dessa passagem na História do Brasil.   

Memorial "Marco da Paz" fica próximo à Ponte Velha em Aquidauana - Foto: Ronald Regis 

O Memorial da Paz homenageou representantes importantes e que lutaram com bravura 
Foram lembrados e receberam uma placa em respeito e reconhecimento na participação na Retirada da Laguna, representantes dos soldados dos negros, indígenas e brancos, e soldados paraguaios, que combateram no confronto. 
Pelos soldados brasileiros, representou o professor Ailan José do Nascimento, um descendente de Guia Lopes da Laguna; os soldados indígenas, estiveram representados pelo Coordenador de Assuntos Indígenas da Prefeitura de Aquidauana, Edvaldo Félix; Os soldados negros foram homenageados através da presença do professor da Furna dos Baianos Antônio Corrêa. Os soldados paraguaios foram lembrados também por sua bravura nesse confronto, pela presença do ex-presidente da ARPA (Associação Paraguaia de Aquidauana), Edison Fernandes Leite.

 Antônio Corrêa, Ailan José do Nascimento, Edvaldo Félix e Edison Fernandes Leite - Foto: Ronald Regis / O Pantaneiro

A Guerra do Paraguai e a importância para o Mato Grosso do Sul e para todo o Brasil

Em novembro de 1864, Solano López mandou aprisionar o navio brasileiro Marquês de Olinda, no rio Paraguai, que rumava em direção a Cuiabá (MT). Apesar de ser um navio mercante, Solano López desconfiava que havia armas escondidas nos porões. Em seguida ordenou um ataque a cidade de Dourados.

Diante disso, o governo brasileiro propõe aos vizinhos, Argentina e Uruguai, um tratado de ajuda mútua contra Solano López. Em primeiro de maio de 1865 é formalizado o Tratado da Tríplice Aliança entre os três países envolvidos na guerra. As tropas aliadas ficariam sob comando do presidente argentino Bartolomeu Mitre.

9º BE cmb participou do evento - Foto: Ronald Regis / O Pantaneiro

A Guerra do Paraguai aconteceu devido ao desejo do ditador Solano López criar o "Grande Paraguai". Para isso, ele pretendia anexar áreas do Brasil e da Argentina que o permitissem possuir uma saída para o mar.  

O monumento reforça a paz que hoje vivem essas nações na América do Sul, onde o Mato Grosso do Sul teve papel importante, ainda que a época, constituía o estado do Mato Grosso. Porém, hoje região que marca a retirada da laguna pertence a terras sul-mato-grossenses

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